Posts tagged ‘saúde animal’

março 23, 2011

Bombeiro salva a vida de cão com respiração boca-a-boca

Uma cadela foi ressuscitada com respiração boca-a-boca por um bombeiro após ser resgatada de um incêndio na cidade de Hull, em Yorshire, oeste da Grã-Bretanha.

Os tutores da cachorrinha vira-lata Sunny, Beryl e Ken Honeyball, estavam fora de casa quando um incêndio acidental atingiu a construção.

A cachorra desmaiou intoxicada pela fumaça antes que os bombeiros pudessem resgatá-la.

No entanto, os bombeiros revelaram que um dos oficiais, Mike Dunn, passou meia hora tentando reavivar o animal após o resgate.

‘Entregaram-me o cachorro do lado de fora da casa. Ela não dava sinais de vida, respirava a cada dez segundos. Achei que tinha morrido por causa da fumaça.’

‘Eu fiz respirações boca-a-boca e coloquei uma máscara de oxigênio nela por 30 minutos’, disse Dunn.

Segundo a imprensa local, Dunn disse que nunca tinha ouvido falar do procedimento em animais, mas que decidiu tentar durante o salvamento.

Ele teria dito ainda que já é alvo de piadas dos colegas por causa da situação inusitada.

Quando Sunny, que tem oito anos, acordou, foi deixada sob o cuidado de vizinhos até que seus tutores chegassem.

`Herói’
Depois do incêndio, o bombeiro pediu para ser informado sobre a saúde de Sunny.

‘Eu também amo cachorros, tenho um boxer de 8 anos. Estou aliviado porque ela sobreviveu’, disse.

Beryl Honeyball, uma aposentada de 71 anos, disse que Mick Dunn é ‘um herói’. ‘Deveriam ter dado a ele uma medalha pelo que fez’, disse.

O casal Honeyball foi informado sobre o incêndio pelos vizinhos.

‘Uma casa é só uma casa, mas não substituiríamos Sunny. Ela fez muita diferença em nossas vidas’, disse a mulher.

Segundo os tutores de Sunny, a causa provável do incêndio foi um curto circuito na fiação elétrica da casa.

Fonte: ANDA

 

março 21, 2011

Cão pequeno e doente precisa de lar temporário em SP

Ontem passando pela Tateno da Ricardo Jafet vi esse peludo novinho escondido e triste tremendo de frio. O pessoal da loja está cuidando dele do jeito que podem, fizeram uma casinha improvisada com caixa de papelão e um plástico por cima por causa da chuva, deram o remédio de sarna e estão dando comida e água.

Colocaram uma caminha para ele dentro da “casinha”, mas ele não quis. A minha vontade foi pegar esse peludo, mas ele está cheio de sarna e já tenho duas no meu apertamento e não tenho como separá-los.

Gostaria de pedir ajuda de vocês e para arranjarmos um lar temporário para ele durante o tratamento e até encontrarmos um tutor.

Estou disposta e quero ajudar com os custos com o restante do tratamento para a sarna, a castração, a vermifugação e a vacinação, mas infelizmente não consigo bancar tudo sozinha.

Quem puder ajudar com os custos de um hotelzinho até ele se recuperar da sarna ou com um lar temporário, por favor entre em contato comigo pelo email:

Erika Dias
erikadiasp@gmail.com

Fonte: ANDA

março 20, 2011

março 19, 2011

Pequeno poodle aguarda novo lar em Guarulhos (SP)

Esse peludinho lindo foi encontrado no bairro Vila Rosália em Guarulhos (SP), mas o tutor não apareceu, então agora está para adoção. Ele é muito dócil, gosta de brincar, convive bem com pessoas e outros cães. Conquista a todos! Adora um colo.

Porte médio (aprox. 6 kgs), idade aproximada 1 ano, está castrado, vacinado e vermifugado.

Contato:
Regina – reginanaja@bol.com.br
Cristiane – cristiane@macedoscabelli.com.br

Fonte: ANDA

 

março 18, 2011

Cadela perdida procura seus tutores em Osasco (SP)

 

Esta cadelinha está apavorada, parece perdida. Minha amiga pode dar carona para quem puder resgata-la, caso não seja muito longe de Osasco (SP). Assim não será necessário pagar táxi.

Ela está nas ruas há mais ou menos um mês. Talvez a estejam procurando ou alguém pode adota-la.

Contato: Fabiana (11) 7186-2357

 

março 17, 2011

Cão Pinpoo é encontrado 14 dias depois de desaparecer no Aeroporto de Porto Alegre (RS)

Desde segunda-feira, cachorro se aproximava diariamente
do Batalhão de Aviação da BM no horário de almoço

Pinpoo foi entregue pelo sargento Ribas para Nair na noite de quarta-feira. Foto:Ronaldo Bernardi / Agência RBS

O drama de Nair Flores, 64 anos, chegou ao fim na noite de quarta-feira (16). Quatorze dias depois do desaparecimento do seu cão de um hangar do Aeroporto Internacional Salgado Filho, a aposentada reencontrou Pinpoo às 22h30min, em Porto Alegre (RS).

Quando três PMs do Batalhão de Aviação da Brigada Militar (BM), que fica dentro do aeroporto, entraram com Pinpoo na residência de Nair, no bairro Passo da Areia, zona norte da Capital, o cão se soltou dos braços deles, correu e pulou em direção à dona, numa cena que comoveu os militares.

Sargento Ribas ao entregar Pinpoo na casa da tutora. Foto: Ronaldo Bernardi

Muito emocionada, Nair começou a conversar com seu animal de estimação, sumido desde o dia 2, quando fugiu da caixa de transporte onde estava acomodado para tomar um avião da empresa Gol rumo ao Espírito Santo, onde encontraria a sua dona. Ao avistá-lo, Nair repetia várias vezes: ” Não fui eu que te abandonei. Não parei de te procurar um só dia.”.

Os autores do resgate sorriam, felizes com o que consideraram uma das suas ações mais importantes, dado o sofrimento da mulher; drama acompanhado via imprensa e internet, por todo o Brasil. Uma das primeiras atitudes de Nair foi dar um banho com spray-d’ água em Pinpoo em cima de uma cadeira da sala. O objetivo era refrescá-lo.

Cão foi achado pelos PMs Menezes (E), Ribas (C) e Maurício. Foto: Ronaldo Bernardi

Animada, agradecia aos PMs, o sargento Paulo Ribas, 53 anos (30 de BM), o soldado Mateus Menezes, 30 anos (nove de BM), e o soldado Maurício da Silva, 38 anos (17 de BM).

Pinpoo, que provocou uma rede de solidariedade formada via comunidades sociais da internet, apresenta alguns machucados nas pernas traseiras. O pelo estava sujo quando o animal foi localizado, com carrapato e pulgas, conforme constataram os policiais. Nair acredita que o cachorro perdeu alguns quilos. Hoje, vai levá-lo a um veterinário.

Cachorro foi atraído com comida
Desde segunda-feira, o cão felpudo, de pelo amarelado, sujo e magro, aproximava-se, no horário de almoço, do Batalhão de Aviação da Brigada Militar (ex-Grupamento Aéreo, GPMA), localizado dentro da área do Aeroporto Salgado Filho, nas proximidades do Bourbon, na Avenida Sertório.

O cão provavelmente era atraído pelo cheiro da comida, acreditam os militares. Os policiais passaram, então, a observar diariamente a movimentação do animal, desconfiando tratar-se do cão procurado.

Cachorro viajaria para o Espírito Santo com a tutora. Foto: Arquivo pessoal

O sargento Ribas e os soldados Menezes e Maurício se engajaram na busca porque vinham acompanhando o caso desde que a tutora revelou o seu drama à imprensa. Resgatar o cão se tornou uma missão para os três.

— Eu e minha mulher estávamos comovidos com a história, por isso fiz de tudo para resgatá-lo. Temos dois cachorros que também tratamos como filhos —  afirmou Ribas.

Pinpoo se aproximava do hangar da BM, mas era difícil pegá-lo, pois estava assustado e arisco. O som constante das sirenes de veículos e o luminoso das viaturas que faziam buscas ao cão contribuíam para assustá-lo ainda mais. Mesmo com fome, ele então retornava ao matagal (formado basicamente com maricás) e ao lago nas proximidades da área.

Os policiais concluíram que, para capturar o cachorro, era preciso um estratagema com alimentos. Fizeram um rastro de ração por três dias. Não deu certo, já que Pinpoo não é alimentado com ração. Mudaram de plano e, ontem, passaram a usar pedaços de frango assado, parte do cardápio dos soldados.

No início da noite de ontem, o cão começou a se aproximar das instalações do batalhão. Chegou devagarinho e entrou na sala onde havia a maior porção de carne. A porta então foi fechada — e a operação estava, assim, quase concluída. Faltava uma prova, que veio com um chamado do sargento Ribas: o cão atendeu imediatamente à pronúncia da palavra Pinpoo.

Dona Nair poderia reencontrar seu companheiro, regozijaram-se os três PMs. A mulher de Ribas, avisada em casa pelo marido eufórico, telefonou para Nair Flores (o telefone da dono do cão corria de mão em mão dos militares) e avisou que os militares iriam ainda ontem à casa dela com a boa nova.

No Opala particular do sargento, um veículo anos 80, o cão foi conduzido de volta para casa. No trajeto, foi no colo do soldado Menezes, que o agarrava fortemente. Menezes não queria ver o cão fugir de novo. Ao sentir a sensação de missão cumprida, o sargento Ribas chorou — e voltou para seu plantão no batalhão do aeroporto.

Fonte: ANDA

Projeto Anjos de Bigode: Ficamos felizes com o desfecho dessa história, desde o começo acompanhamos o caso do Pinpoo, nós acreditamos exatamente nisso uma relação de amor incondicional pelos animais de estimação. Acreditamos sim em Posse Responsável. Dona Nair foi um exemplo desse amor, que ela sirva de exemplo para muitas pessoas.

 

 


março 16, 2011

Cão queimado com água quente precisa de ajuda para se recuperar

Esse cão apareceu dentro de um condomínio. Vejam o estado gravíssimo dele. Precisa de resgate urgente, algumas pessoas disseram que alguém jogou água quente no pênis dele!

Contato:

Valéria
(11) 2017-4118 / (11) 2015-4332

Fonte: http://www.anda.jor.br/2011/03/16/cao-queimado-com-agua-quente-precisa-de-ajuda-para-se-recuperar/

março 13, 2011

Verdades e mentiras sobre a leishmaniose canina

A leishmaniose criou e ainda cria um enorme pavor em pessoas mal informadas, por isso, acredito que a informação verdadeira é a maior arma contra a doença e a favor dos milhares de animais que são sacrificados cotidianamente nos Centros de Controle de Zoonoses no Brasil.

A intenção deste artigo é proporcionar ao leitor essa informação verdadeira. Além da análise de textos acadêmicos, documentos jurídicos, textos em veículos de mídias diversas; também foi realizada uma entrevista com o veterinário Dr. Paulo Tabanez*, para esclarecimento de dúvidas.

A leishmaniose tem vários mitos, o maior deles é colocar os cães infectados como os grandes ou, muitas vezes, os únicos responsáveis pela disseminação da doença.

Todavia, o maior problema da doença são as questões socioeconômicas mal resolvidas, desafios diários que o Brasil precisa vencer. Se não houver saneamento básico e alimentação adequada para todos os brasileiros, a leishmaniose ainda terá campo de atuação, e não é justo os animais pagarem o preço.

Controlar a leishmaniose implica em acabar com a pobreza do país. Dar qualidade de vida para a população, com alimentação de qualidade para todos os brasileiros, acabando com a desnutrição; consequentemente, ninguém será um alvo fácil para a doença.

O absurdo maior é a proibição de tratamento para os animais! Entretanto, por meio da via jurídica já é possível conseguir este feito, pois várias ONGs de proteção animal têm conseguido o direito de tratar os animais por meio de ações na justiça, portanto, o tratamento não é crime, e sim direito do cidadão!

O tratamento para leishmaniose, tanto humana quanto canina, apresenta algumas similaridades. Segundo entrevista com o Veterinário Dr. Paulo Tabanez, as similaridades são as seguintes:

• Cura clínica (o humano ou o cão não apresentam sinais da doença).

• Cura epidemiológica (o humano ou o cão não são mais transmissores da doença, porém o cão é mais suscetível e, portanto, pode ter muitas recaídas).

• Não apresenta cura parasitológica (o parasita ficará para sempre tanto no organismo do homem quanto no do cão).

Introdução

A leishmaniose é uma doença infecciosa, porém, não contagiosa, causada por parasitas do gênero Leishmania. Os parasitas vivem e se multiplicam no interior das células que fazem parte do sistema de defesa do indivíduo, chamadas macrófagos. Há dois tipos de leishmaniose: leishmaniose tegumentar ou cutânea e leishmaniose visceral ou calazar. A leishmaniose tegumentar caracteriza-se por feridas na pele que se localizam com maior frequência nas partes descobertas do corpo.

Tardiamente, podem surgir feridas nas mucosas do nariz, da boca e da garganta. Essa forma de leishmaniose é conhecida como “ferida brava”; não exige o sacrifício de animais infectados pela doença. A leishmaniose visceral é uma doença sistêmica, pois acomete vários órgãos internos, principalmente o fígado, o baço e a medula óssea. Esse tipo de leishmaniose acomete essencialmente crianças de até dez anos; após esta idade, se torna menos frequente. É uma doença de evolução longa, podendo durar alguns meses ou até ultrapassar o período de um ano.

Transmissão

A leishmaniose é transmitida por insetos hematófagos (que se alimentam de sangue) conhecidos como flebótomos ou flebotomíneos. Seus nomes variam de acordo com a localidade; os mais comuns são: mosquito-palha, tatuquira, birigui, cangalinha, asa branca, asa dura e palhinha. O mosquito-palha ou asa branca é mais encontrado em lugares úmidos, escuros, onde existem muitas plantas.

É o inseto que transmite a doença de um animal para outro. É uma doença que afeta principalmente cães, mas também animais silvestres, gambá ou saruê, e urbanos como ratos, gatos e humanos (principalmente crianças com desnutrição, idosos imunossuprimidos e, atualmente, pessoas com AIDS).

Não se pega leishmaniose de cães e outros animais, apenas pela picada do inseto que estiver infectado.

O cão é apenas mais um hospedeiro da leishmaniose visceral. É também o mais estudado e injustiçado, já que mesmo que todos os cães do mundo deixassem de existir, a leishmaniose visceral continuaria a crescer, como inclusive ocorre nas cidades onde há matança indiscriminada de cães como “forma de combate à doença”.

Sintomas

Os sintomas são variáveis. O cão pode apresentar emagrecimento, perda de pelos, gânglios inchados, fraqueza, feridas, crescimento exagerado das unhas, lesão de pele ulcerada, blefarite e anemia. Também há sintomas nos órgãos internos, como crescimento do fígado e outras alterações. Entretanto, esses sintomas são comuns em outras doenças bem menos graves; assim, se seu cão apresentar esses sintomas não quer dizer que o mesmo está com leishmaniose. O diagnóstico preciso só pode ser feito por um médico veterinário, que combinará exames de sangue com exames clínicos. O teste sorológico feito pelo governo como forma de triagem não deve ser encarado como diagnóstico e, portanto, não justifica a eutanásia dos animais. O diagnóstico é complexo e necessita de maior investigação.

Prevenção

O verdadeiro transmissor da doença – o mosquito-palha – gosta de lugares com matéria orgânica, então sempre mantenha quintal e canis limpos e telados. Esse inseto é de hábito noturno, portanto coloque seus cães para dormir em lugares telados e use coleiras e/ou líquidos repelentes para ajudar na proteção.

O efeito da coleira é repelente, justamente para evitar a picada do inseto; a coleira é uma importante arma contra a doença.

Além disso, existe vacina para leishmaniose. Ela previne que 80 a 95% dos cães se infectem com leishmania pela picada do inseto.

Na verdade, a vacina contra a leishmaniose pode apresentar um efeito bloqueador de transmissão, capaz de interromper o ciclo epidemiológico, isto é, torna o animal não transmissor da doença.

A vacina tem cobertura  de mais de 90% – afirmam os especialistas – e não é possível confundir infectados com vacinados. Mas pela produção ainda reduzida, os preços são inviáveis para boa parte dos tutores de cães.

A vacina já está disponível em vários lugares do país. Hoje se tem no mercado a Leishmune, da Fort Dodge, que é aquela que vários veterinários não preconizam porque dizem que não diferenciarão os infectados dos vacinados (mentira ou desinformação), e a Leishtec, da Hertape Calier, que a propaganda é justamente alicerçada em não reações vacinais e cruzada em sorologias.

Existe uma boa parcela da classe veterinária que ainda não conhece o tratamento e a prevenção da leishmaniose, entretanto, a falta de conhecimento deles não pode impedir o público de tratar de seus cães. Procure veterinários especializados em infectologia.

No entanto, o que é preciso ter-se claro é que tanto os humanos como os animais infectados, mesmo tratados, serão portadores do parasita o restante de suas vidas e deverão ser mantidos sob rígido controle. Os cães deverão ter contínuo acompanhamento de médico veterinário, com a realização de exames laboratoriais periódicos, para verificar se o animal realmente mantém-se não infectante e saudável.

Cenário no Brasil

Tratamento

O tratamento não é forma de controle e é uma das alternativas menos preconizadas para tal. Controle é feito com coleira para prevenir o inseto, repelentes no animal e no ambiente, limpeza do ambiente para evitar material orgânico, evitar passeios nos horários de crepúsculo, telar os canis, vacinação. Tratamento é uma forma de controle individual, mesmo porque ocorrem recidivas mais frequentes no cão. Eutanásia é a última forma de controle e, de fato, a menos eficiente.  Prova disso é que a política brasileira de prevenção da doença, por meio da eutanásia de milhares de cães, não proporcionou nos últimos 50 anos nenhuma mudança no controle da doença.

Entretanto, se já houver um animal infectado em sua casa, não entre em desespero! O tratamento, a vacinação e a utilização de repelentes em cão infectado com leishmaniose não o tornam um risco para sua família ou vizinhos; como já foi dito, pode levar à cura clínica (sem sintomas da doença) e à cura epidemiológica (não transmissor da doença).

Infelizmente, no Brasil ainda temos que conviver cotidianamente com a supremacia da raça humana às outras espécies. Em 2008 foi oficializada uma portaria do Ministério da Saúde e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento dizendo que não é crime tratar um cão contaminado por leishmaniose, o que é crime é usar remédios humanos para o tratamento. O deprimente sobre essa portaria é que esse Ministério está farto de saber que não existem, no Brasil, remédios veterinários para o tratamento da doença. Portanto, a recomendação (ordem) do Ministério da Saúde é sacrificar todos os animais contaminados.

Esse posicionamento, junto com as ações de agentes de saúde, em regiões endêmicas, vem gerando grande abandono de cães, e algumas pessoas até mesmo levam seus animais para outras cidades, para salvá-los ou mesmo para deixá-los entregues à própria sorte, o que pode disseminar ainda mais a doença.

Para realizar a eutanásia em milhares de cães, o governo utiliza argumentos sem estudos comprobatórios, dizendo que um cão infectado por leishmaniose é um perigo para a sociedade. Vamos aos fatos reais:

• O Brasil é o único país do mundo que indica ou preconiza a eutanásia, pois em outros lugares do mundo onde existe a incidência de leishmaniose as pessoas podem, ou não, eutanasiar seus animais;

• O tratamento da leishmaniose existe tanto para pessoas como para animais, entretanto, é mais fácil exterminar um animal do que tratá-lo, isso segundo a concepção dominante, que acredita que a única espécie importante é a raça humana;

• A Organização Mundial da Saúde, apesar de apoiar a insanidade cometida pelo Brasil, também recomenda tratamento para alguns casos e também já se manifestou publicamente que o sacrifício de animais doentes não é a melhor saída para o controle de zoonoses – como é o caso da Raiva, na Indonésia -; então possui um posicionamento totalmente contraditório;

• Existem estudos já comprovados que mostram que um animal infectado em tratamento pode se tornar não transmissor da doença para o inseto (cura epidemiológica);

• Existem resultados errados, chamados de falso positivo e falso negativo (ou seja, o cão saudável pode ser morto ou tratado indevidamente e o cão doente pode ficar sem tratamento). Esses exames não diferenciam a leishmaniose tegumentar da visceral (e no Brasil não é indicado a eutanásia de cães com leishmaniose tegumentar).

Os exames podem dar positivo caso o cão tenha outras doenças, como erlichiose, babesiose etc. Os melhores exames, no momento, para o diagnóstico da leishmaniose visceral em cães são a citologia de medula óssea e/ou linfonodos (chamada de “PAAF”) e a PCR de medula óssea. O exame de imunohistoquímica de pele é eficiente para acompanhar se há parasitas na pele. Ele pode ser aplicado a qualquer tecido, linfonodo, medula, fígado, baço, pele, entre outros, para aumentar a sensibilidade do teste principalmente naqueles assintomáticos ou com parasitemia baixa. O diagnóstico da leishmaniose é complexo e necessita de prova e contraprova.

• Os gastos empregados na realização da captura, exames e eutanásia poderiam ser direcionados para a formação de uma equipe capacitada para o combate ao mosquito, com campanhas direcionadas à população, como é feito com o mosquito da dengue. E lembrando mais uma vez: não é apenas o cão que pode ser infectado pela leishmania, o homem e os ratos no meio urbano também são. É mais racional e inteligente combater o mosquito ou exterminar todos os cães, os ratos e os humanos infectados pela doença como forma de controle?

• Outro fato de extrema importância foi uma Ação Civil Pública impetrada por uma organização protetora de animais em Mato Grosso do Sul, em que a mesma conseguiu autorização para o tratamento de cães com leishmaniose, portanto, já existe jurisprudência no Brasil permitindo o tratamento. O Ministério Público Federal de Mato Grosso do Sul também recomendou aos Ministérios que revoguem a portaria que não permite o tratamento, com medicação humana, de cães infectados; portanto, TRATAR CACHORRO COM LEISHMANIOSE NÃO É CRIME!

• Outro fato jurídico: muitos doutrinadores da área do direito defendem a tese que os médicos veterinários particulares sequer seriam obrigados a cumprir a determinação da portaria interministerial, porque este instrumento deve ser cumprido somente por servidores subordinados ao órgão que o expediu.

CCZ na sua casa

Você não é obrigado, de forma alguma, a entregar seu animal aos fiscais da saúde pública. Seu cão é sua responsabilidade. Nem mesmo um delegado de polícia pode ir a sua casa e exigir que você entregue seu animal. Para sua informação, um delegado ou um policial só podem entrar na sua casa com um mandado judicial ou com sua autorização. Se alguém (delegado ou fiscal da Saúde) te constranger, não deixe de anotar o nome da pessoa para formular uma ocorrência policial por abuso de autoridade e/ou constrangimento ilegal.

Cenário exterior

Na Europa, principalmente nos países do mediterrâneo, a incidência de leishmaniose é alta, entretanto, nos países europeus eles lidam com a doença de forma completamente oposta do Brasil. Eles não negam tratamento para nenhum animal infectado; inclusive lá existe até ração específica para cães com leishmaniose.

A grande diferença entre Europa e Brasil, ponto analisado em conversa com o Dr. Tabanez, é a pobreza e a desigualdade social brasileira, pois na Europa não existem grandes problemas alimentares ou de desnutrição, portanto quase não existem pessoas infectadas ou em risco de infecção.

Conclusões

Muitos avanços ocorreram na habilidade de diagnóstico da doença, entretanto, é necessário combater de forma mais efetiva o vetor (flebótomo ou mosquito-palha) e, sobretudo, trabalhar pela prevenção, incluindo-se aí o uso da coleira repelente do flebótomo, bem como a vacinação em massa dos animais (como há anos acontece com a raiva, outra zoonose gravíssima). Também antigos problemas brasileiros como desnutrição e falta de saneamento básico precisam estar no topo das prioridades governamentais.

O certo é que as autoridades sanitárias dos municípios, dos estados e do governo federal precisam agir e investir maciçamente no esclarecimento, educação e conscientização da população, dos tutores de animais e, inclusive, dos médicos humanos e veterinários, visando à prevenção da disseminação da doença.  Há a necessidade de ampliar os estudos para realmente comprovar que animais tratados e mantidos sob controle não representam risco para a população humana; também é necessário  extinguir, definitivamente, métodos primitivos e desumanos de combate à doença, como o extermínio em massa de cães.

(*Dr. Paulo Tabanez – Médico Veterinário, Especialista em Clínica e Cirurgia de Pequenos Animais, Mestre em Imunologia pela Universidade de Brasília e Diretor da Clínica Veterinária Prontovet – Brasília/DF. E-mail – pctabanez@uol.com.br)

março 13, 2011

Síndrome de lambedura em animais domésticos

Estresse, frustração e tédio podem levar os animais a compulsões.

A síndrome de lambedura, ou dermatite por lambedura, ou dermatite psicogênica, são lambeduras excessivas,  provenientes de estresse,  tédio, depressão, e pode acometer cães e gatos, causando feridas que são difíceis de tratar. As causas do estresse e/ou depressão podem ser muitas: chegada de um outro animal, chegada do bebê, viagem ou morte do tutor, falta de exercício, ou pode não haver causa aparente.

Os animais, muitas vezes, ficam sozinhos por  9, 12 horas, à espera de seus tutores,  recebendo cada vez menos atenção e carinho. Assim, os animais, para aliviar a tensão, acabam lambendo, compulsivamente, uma parte do corpo – geralmente as patas.  As bactérias da boca contaminam a lesão, e a infecção se instala.

O animal deve ser examinado por um médico veterinário, que prescreverá tratamento adequado.

E qual é a causa primária desse distúrbio de comportamento?

Quando o homem tirou  animais da Natureza, e trouxe para seu convívio, tornando-os “animais de estimação”, alterou hábitos, fazendo com que deixassem  de viver sua verdadeira biologia, como o convívio com outros indivíduos da mesma espécie, caçar para comer, atividades reprodutivas etc. O contato com o ser humano contribui para que os animais sofram estados patológicos da mente, como angústia, pânico, estresse, depressão, tédio etc., que podem levar a esse tipo de automutilação. Muitas vezes, os animais apresentam distúrbios e transtornos, sem um motivo aparente.

“Como todos os distúrbios comportamentais, as dermatites psicogênicas têm difícil tratamento e podem se tornar recorrentes. Como a causa muitas vezes deve-se ao atual tipo de vida dos tutores, não existe uma forma de prevenir  o distúrbio. O que se aconselha são passeios constantes, deixar sempre disponíveis brinquedos para que os animais se distraiam quando estiverem sozinhos, e dar o máximo de atenção possível a eles.” Além do tratamento do veterinário, o distúrbio obsessivo compulsivo pode ser eficientemente tratado com Florais de Bach, Acupuntura, Homeopatia e Aromaterapia.

Fonte: Internet

março 12, 2011

BICHON FRISÉ

“Quem tem um Bichon Frisé sabe que, por baixo daquele monte de pêlos fofinhos, existe um cachorrinho divertido e esperto”, diz a criadora Marise Fontes, do Bright Canil, de Brasília (DF). Segundo ela, é fácil conviver com a raça que considera charmosa, vivaz, alegre, gentil e inteligente. “São também muito brincalhões e afetivos, além de fáceis de serem treinados, e não são agressivos”, continua.

Essas qualidades, de acordo com Marise, fazem do Bichon uma excelente companhia para crianças e outros cachorros. No entanto, ela avisa que é preciso um pouco de cuidado com crianças muito pequenas, pois eles tendem a reagir quando muito importunados.

Como a maioria das raças pequenas, adapta-se muito bem a apartamentos, mas necessita de algum exercício, que não deve ultrapassar 15 minutos diários.

Uma queixa comum de donos que possuem o Bichon e trabalham fora o dia todo: normalmente, eles recebem reclamações dos vizinhos por excesso de barulho ou encontram a casa toda desarrumada ou com móveis roídos quando voltam no final do dia.

Marise diz que os Bichons parecem ter uma noção de limpeza e auto-estima muito grande. Vários donos afirmam que seus cachorros parecem orgulhosos depois de penteados e tosados no corte típico da raça. Também costuma ser fácil seu adestramento, principalmente para a hora do xixi e coco no lugar certo.

Confundido muitas vezes com um Poodle, o Bichon é resultado do cruzamento dessa raça com o maltês. Sua altura varia de 20 a 30 centímetros. O pelo é macio e encaracolado, sendo que para os adultos, o ideal na hora da tosa, é que a pelagem tenha de 7 a 10 centímetros de altura.

CUIDADOS BÁSICOS

Como a maioria das raças pequenas, adapta-se muito bem a apartamentos, mas necessita de passeios. É comum também reclamações dos vizinhos por causa do barulho. Não deixá-lo muito exposto ao sol, para não manchar a pelagem branca, e tosa especializada são recomendáveis. Apesar de serem considerados hipoalergênicos, eles próprios são propensos a alergias. Entre os problemas de saúde mais comuns estão os dentários, luxações, problemas de ligamento, bexiga e pedra nos rins. As orelhas devem ser limpas semanalmente, para evitar otites. Sua média de vida é de 12 anos. As causas mais apontadas de morte são câncer (22%), causas desconhecidas (14%), hematológicas (11%) e idade avançada (10%).

Porte: Pequeno
Origem: França

Curiosidade

O Bichon Frisé é uma boa companhia para longos passeios ou até para corridas curtas. Caso eles façam exercícios diários, tornam-se bastante ativos dentro de casa.

História

Os primeiros relatos da raça datam do século XII, nos quais pequenos cães brancos de pêlo longo eram dados como presente na Europa. O Bichon se tornou muito popular na Espanha, onde era conhecido como Teneriffe, e na França. Na corte do rei francês Henrique III, recebiam tratamento privilegiado, a partir do qual teria originado o termo “bichonner”, que significa “enfeitar”. Os maiores criadores da raça no mundo são a Bélgica, a França e os Estados Unidos.

Fonte: Internet