Archive for ‘Saúde Animal’

março 24, 2011

Tutora perde a casa, cães precisam de uma lar urgente

Tutora está em desespero, perdeu a casa e vai morar de favor e NÃO pode levar os cães. Ela tem até sábado próximo para achar um lar

para eles. Alguém pode adotá-los? Vamos ajudar essa senhora.

Contato Ellen (011) 6139-7173

Elas estão em Osasco/SP

Fonte: Recebido por email

março 24, 2011

Cadela precisa com urgência cuidados veterinários

 

Esta cadela está sofrendo nas ruas da Vila Formosa, precisando urgente cuidados veterinários. Por favor quem puder ajudar ela se encontra na

RUA ROGERIO BACON, 233

VILA FORMOSA – SÃO PAULO/SP

Contato: rkohlt@gmail.com

Fonte: Recebido por email

 

março 24, 2011

NÃO AGUENTEI…NÃO DAVA PARA DEIXAR ELE NA RUA!!

COMO ESTOU NO TRABALHO E A ELIANA ESTÁ DE LICENÇA MÉDICA DO TRABALHO DELA, PEDI PARA ELA LEVAR O CÃOZINHO NA ZOOLÓGICA, A DRª DANIELA DISSE QUE É QUASE CERTO QUE É CINOMOSE, ELA COLHEU O SANGUE E AGORA VAMOS AGUARDAR O RESULTADO.

A ELIANA CONSEGUIU QUE ELE FIQUE PROVISORIAMENTE NA CASA DE UMA CONHECIDA ENQUANTO TRATAMOS.

HJ NA ZOOLÓGICA A CONSULTA FOI R$ 35,00 E O HEMOGRAMA CUSTOU R$ 60,00, OU SEJA, NO TOTAL DEU R$ 95,00 QUE NO SÁBADO TEREI QUE IR LÁ PAGAR. NÃO TENHO ESTE $, POIS SEGUNDA-FEIRA PASSADA PAGUEI UM BOLETO DE R$ 990,00 REFERENTE ESTADIA DOS MEUS RESGATADOS EM PIEDADE. VEJAM BOLETO EM ANEXO.

POR FAVOR TB PRECISO DE RAÇÃO DE BOA QUALIDADE, POIS ELE ESTÁ BEM DEBILITADO E COM BASTANTE SECREÇÃO.

PEDI PARA ELIANA COMPRAR OS MEDICAMENTOS RECEITADOS COM URGÊNCIA, POIS ELE PRECISA COMEÇAR O TRATAMENTO IMEDIATAMENTE, DEPOIS EU ACERTO COM ELA…JÁ QUE ELA TB NÃO TEM CONDIÇÕES, POIS É UMA PESSOA SIMPLES TB E ESTÁ DE LICENÇA MÉDICA DO TRABALHO.

O IMPORTANTE É QUE ELE DORMIRÁ NUMA CASA E NÃO NA RUA…O IDEAL SERIA A INTERNAÇÃO, MAS NÃO HÁ COMO PAGAR,E NTÃO VAMOS TRATAR DELE DA MELHOR MANEIRA POSSÍVEL, MAS NA CASA DESTA CONHECIDA DA ELIANA.

PRECISO MUITO DE AJUDA, CUIDO DE MAIS 18 ALÉM DESTE QUE PRECISA DE TRATAMENTO.

O TEL DA ZOOLÓGICA CASO ALGUÉM QUEIRA CONFIRMAR COM A DRª DANIELA O ATENDIMENTO É 5589-2593

AMANHÃ POSTAREI MAIS NOTÍCIAS.

OS DADOS PARA AJUDÁ-LO É

Graciana Rizzo

Itaú

Ag: 8576

C/C: 06.221-3

MUITO OBRIGADA

SERIA IMPOSSÍVEL DORMIR PENSANDO NESTE CÃO NA CHUVA E DOENTE, TEM COISAS QUE NÃO PODEMOS DEIXAR PASSAR!! DEPOIS O REMORSO VEM E É TARDE DEMAIS.

Fonte: Recebido por email

março 13, 2011

Verdades e mentiras sobre a leishmaniose canina

A leishmaniose criou e ainda cria um enorme pavor em pessoas mal informadas, por isso, acredito que a informação verdadeira é a maior arma contra a doença e a favor dos milhares de animais que são sacrificados cotidianamente nos Centros de Controle de Zoonoses no Brasil.

A intenção deste artigo é proporcionar ao leitor essa informação verdadeira. Além da análise de textos acadêmicos, documentos jurídicos, textos em veículos de mídias diversas; também foi realizada uma entrevista com o veterinário Dr. Paulo Tabanez*, para esclarecimento de dúvidas.

A leishmaniose tem vários mitos, o maior deles é colocar os cães infectados como os grandes ou, muitas vezes, os únicos responsáveis pela disseminação da doença.

Todavia, o maior problema da doença são as questões socioeconômicas mal resolvidas, desafios diários que o Brasil precisa vencer. Se não houver saneamento básico e alimentação adequada para todos os brasileiros, a leishmaniose ainda terá campo de atuação, e não é justo os animais pagarem o preço.

Controlar a leishmaniose implica em acabar com a pobreza do país. Dar qualidade de vida para a população, com alimentação de qualidade para todos os brasileiros, acabando com a desnutrição; consequentemente, ninguém será um alvo fácil para a doença.

O absurdo maior é a proibição de tratamento para os animais! Entretanto, por meio da via jurídica já é possível conseguir este feito, pois várias ONGs de proteção animal têm conseguido o direito de tratar os animais por meio de ações na justiça, portanto, o tratamento não é crime, e sim direito do cidadão!

O tratamento para leishmaniose, tanto humana quanto canina, apresenta algumas similaridades. Segundo entrevista com o Veterinário Dr. Paulo Tabanez, as similaridades são as seguintes:

• Cura clínica (o humano ou o cão não apresentam sinais da doença).

• Cura epidemiológica (o humano ou o cão não são mais transmissores da doença, porém o cão é mais suscetível e, portanto, pode ter muitas recaídas).

• Não apresenta cura parasitológica (o parasita ficará para sempre tanto no organismo do homem quanto no do cão).

Introdução

A leishmaniose é uma doença infecciosa, porém, não contagiosa, causada por parasitas do gênero Leishmania. Os parasitas vivem e se multiplicam no interior das células que fazem parte do sistema de defesa do indivíduo, chamadas macrófagos. Há dois tipos de leishmaniose: leishmaniose tegumentar ou cutânea e leishmaniose visceral ou calazar. A leishmaniose tegumentar caracteriza-se por feridas na pele que se localizam com maior frequência nas partes descobertas do corpo.

Tardiamente, podem surgir feridas nas mucosas do nariz, da boca e da garganta. Essa forma de leishmaniose é conhecida como “ferida brava”; não exige o sacrifício de animais infectados pela doença. A leishmaniose visceral é uma doença sistêmica, pois acomete vários órgãos internos, principalmente o fígado, o baço e a medula óssea. Esse tipo de leishmaniose acomete essencialmente crianças de até dez anos; após esta idade, se torna menos frequente. É uma doença de evolução longa, podendo durar alguns meses ou até ultrapassar o período de um ano.

Transmissão

A leishmaniose é transmitida por insetos hematófagos (que se alimentam de sangue) conhecidos como flebótomos ou flebotomíneos. Seus nomes variam de acordo com a localidade; os mais comuns são: mosquito-palha, tatuquira, birigui, cangalinha, asa branca, asa dura e palhinha. O mosquito-palha ou asa branca é mais encontrado em lugares úmidos, escuros, onde existem muitas plantas.

É o inseto que transmite a doença de um animal para outro. É uma doença que afeta principalmente cães, mas também animais silvestres, gambá ou saruê, e urbanos como ratos, gatos e humanos (principalmente crianças com desnutrição, idosos imunossuprimidos e, atualmente, pessoas com AIDS).

Não se pega leishmaniose de cães e outros animais, apenas pela picada do inseto que estiver infectado.

O cão é apenas mais um hospedeiro da leishmaniose visceral. É também o mais estudado e injustiçado, já que mesmo que todos os cães do mundo deixassem de existir, a leishmaniose visceral continuaria a crescer, como inclusive ocorre nas cidades onde há matança indiscriminada de cães como “forma de combate à doença”.

Sintomas

Os sintomas são variáveis. O cão pode apresentar emagrecimento, perda de pelos, gânglios inchados, fraqueza, feridas, crescimento exagerado das unhas, lesão de pele ulcerada, blefarite e anemia. Também há sintomas nos órgãos internos, como crescimento do fígado e outras alterações. Entretanto, esses sintomas são comuns em outras doenças bem menos graves; assim, se seu cão apresentar esses sintomas não quer dizer que o mesmo está com leishmaniose. O diagnóstico preciso só pode ser feito por um médico veterinário, que combinará exames de sangue com exames clínicos. O teste sorológico feito pelo governo como forma de triagem não deve ser encarado como diagnóstico e, portanto, não justifica a eutanásia dos animais. O diagnóstico é complexo e necessita de maior investigação.

Prevenção

O verdadeiro transmissor da doença – o mosquito-palha – gosta de lugares com matéria orgânica, então sempre mantenha quintal e canis limpos e telados. Esse inseto é de hábito noturno, portanto coloque seus cães para dormir em lugares telados e use coleiras e/ou líquidos repelentes para ajudar na proteção.

O efeito da coleira é repelente, justamente para evitar a picada do inseto; a coleira é uma importante arma contra a doença.

Além disso, existe vacina para leishmaniose. Ela previne que 80 a 95% dos cães se infectem com leishmania pela picada do inseto.

Na verdade, a vacina contra a leishmaniose pode apresentar um efeito bloqueador de transmissão, capaz de interromper o ciclo epidemiológico, isto é, torna o animal não transmissor da doença.

A vacina tem cobertura  de mais de 90% – afirmam os especialistas – e não é possível confundir infectados com vacinados. Mas pela produção ainda reduzida, os preços são inviáveis para boa parte dos tutores de cães.

A vacina já está disponível em vários lugares do país. Hoje se tem no mercado a Leishmune, da Fort Dodge, que é aquela que vários veterinários não preconizam porque dizem que não diferenciarão os infectados dos vacinados (mentira ou desinformação), e a Leishtec, da Hertape Calier, que a propaganda é justamente alicerçada em não reações vacinais e cruzada em sorologias.

Existe uma boa parcela da classe veterinária que ainda não conhece o tratamento e a prevenção da leishmaniose, entretanto, a falta de conhecimento deles não pode impedir o público de tratar de seus cães. Procure veterinários especializados em infectologia.

No entanto, o que é preciso ter-se claro é que tanto os humanos como os animais infectados, mesmo tratados, serão portadores do parasita o restante de suas vidas e deverão ser mantidos sob rígido controle. Os cães deverão ter contínuo acompanhamento de médico veterinário, com a realização de exames laboratoriais periódicos, para verificar se o animal realmente mantém-se não infectante e saudável.

Cenário no Brasil

Tratamento

O tratamento não é forma de controle e é uma das alternativas menos preconizadas para tal. Controle é feito com coleira para prevenir o inseto, repelentes no animal e no ambiente, limpeza do ambiente para evitar material orgânico, evitar passeios nos horários de crepúsculo, telar os canis, vacinação. Tratamento é uma forma de controle individual, mesmo porque ocorrem recidivas mais frequentes no cão. Eutanásia é a última forma de controle e, de fato, a menos eficiente.  Prova disso é que a política brasileira de prevenção da doença, por meio da eutanásia de milhares de cães, não proporcionou nos últimos 50 anos nenhuma mudança no controle da doença.

Entretanto, se já houver um animal infectado em sua casa, não entre em desespero! O tratamento, a vacinação e a utilização de repelentes em cão infectado com leishmaniose não o tornam um risco para sua família ou vizinhos; como já foi dito, pode levar à cura clínica (sem sintomas da doença) e à cura epidemiológica (não transmissor da doença).

Infelizmente, no Brasil ainda temos que conviver cotidianamente com a supremacia da raça humana às outras espécies. Em 2008 foi oficializada uma portaria do Ministério da Saúde e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento dizendo que não é crime tratar um cão contaminado por leishmaniose, o que é crime é usar remédios humanos para o tratamento. O deprimente sobre essa portaria é que esse Ministério está farto de saber que não existem, no Brasil, remédios veterinários para o tratamento da doença. Portanto, a recomendação (ordem) do Ministério da Saúde é sacrificar todos os animais contaminados.

Esse posicionamento, junto com as ações de agentes de saúde, em regiões endêmicas, vem gerando grande abandono de cães, e algumas pessoas até mesmo levam seus animais para outras cidades, para salvá-los ou mesmo para deixá-los entregues à própria sorte, o que pode disseminar ainda mais a doença.

Para realizar a eutanásia em milhares de cães, o governo utiliza argumentos sem estudos comprobatórios, dizendo que um cão infectado por leishmaniose é um perigo para a sociedade. Vamos aos fatos reais:

• O Brasil é o único país do mundo que indica ou preconiza a eutanásia, pois em outros lugares do mundo onde existe a incidência de leishmaniose as pessoas podem, ou não, eutanasiar seus animais;

• O tratamento da leishmaniose existe tanto para pessoas como para animais, entretanto, é mais fácil exterminar um animal do que tratá-lo, isso segundo a concepção dominante, que acredita que a única espécie importante é a raça humana;

• A Organização Mundial da Saúde, apesar de apoiar a insanidade cometida pelo Brasil, também recomenda tratamento para alguns casos e também já se manifestou publicamente que o sacrifício de animais doentes não é a melhor saída para o controle de zoonoses – como é o caso da Raiva, na Indonésia -; então possui um posicionamento totalmente contraditório;

• Existem estudos já comprovados que mostram que um animal infectado em tratamento pode se tornar não transmissor da doença para o inseto (cura epidemiológica);

• Existem resultados errados, chamados de falso positivo e falso negativo (ou seja, o cão saudável pode ser morto ou tratado indevidamente e o cão doente pode ficar sem tratamento). Esses exames não diferenciam a leishmaniose tegumentar da visceral (e no Brasil não é indicado a eutanásia de cães com leishmaniose tegumentar).

Os exames podem dar positivo caso o cão tenha outras doenças, como erlichiose, babesiose etc. Os melhores exames, no momento, para o diagnóstico da leishmaniose visceral em cães são a citologia de medula óssea e/ou linfonodos (chamada de “PAAF”) e a PCR de medula óssea. O exame de imunohistoquímica de pele é eficiente para acompanhar se há parasitas na pele. Ele pode ser aplicado a qualquer tecido, linfonodo, medula, fígado, baço, pele, entre outros, para aumentar a sensibilidade do teste principalmente naqueles assintomáticos ou com parasitemia baixa. O diagnóstico da leishmaniose é complexo e necessita de prova e contraprova.

• Os gastos empregados na realização da captura, exames e eutanásia poderiam ser direcionados para a formação de uma equipe capacitada para o combate ao mosquito, com campanhas direcionadas à população, como é feito com o mosquito da dengue. E lembrando mais uma vez: não é apenas o cão que pode ser infectado pela leishmania, o homem e os ratos no meio urbano também são. É mais racional e inteligente combater o mosquito ou exterminar todos os cães, os ratos e os humanos infectados pela doença como forma de controle?

• Outro fato de extrema importância foi uma Ação Civil Pública impetrada por uma organização protetora de animais em Mato Grosso do Sul, em que a mesma conseguiu autorização para o tratamento de cães com leishmaniose, portanto, já existe jurisprudência no Brasil permitindo o tratamento. O Ministério Público Federal de Mato Grosso do Sul também recomendou aos Ministérios que revoguem a portaria que não permite o tratamento, com medicação humana, de cães infectados; portanto, TRATAR CACHORRO COM LEISHMANIOSE NÃO É CRIME!

• Outro fato jurídico: muitos doutrinadores da área do direito defendem a tese que os médicos veterinários particulares sequer seriam obrigados a cumprir a determinação da portaria interministerial, porque este instrumento deve ser cumprido somente por servidores subordinados ao órgão que o expediu.

CCZ na sua casa

Você não é obrigado, de forma alguma, a entregar seu animal aos fiscais da saúde pública. Seu cão é sua responsabilidade. Nem mesmo um delegado de polícia pode ir a sua casa e exigir que você entregue seu animal. Para sua informação, um delegado ou um policial só podem entrar na sua casa com um mandado judicial ou com sua autorização. Se alguém (delegado ou fiscal da Saúde) te constranger, não deixe de anotar o nome da pessoa para formular uma ocorrência policial por abuso de autoridade e/ou constrangimento ilegal.

Cenário exterior

Na Europa, principalmente nos países do mediterrâneo, a incidência de leishmaniose é alta, entretanto, nos países europeus eles lidam com a doença de forma completamente oposta do Brasil. Eles não negam tratamento para nenhum animal infectado; inclusive lá existe até ração específica para cães com leishmaniose.

A grande diferença entre Europa e Brasil, ponto analisado em conversa com o Dr. Tabanez, é a pobreza e a desigualdade social brasileira, pois na Europa não existem grandes problemas alimentares ou de desnutrição, portanto quase não existem pessoas infectadas ou em risco de infecção.

Conclusões

Muitos avanços ocorreram na habilidade de diagnóstico da doença, entretanto, é necessário combater de forma mais efetiva o vetor (flebótomo ou mosquito-palha) e, sobretudo, trabalhar pela prevenção, incluindo-se aí o uso da coleira repelente do flebótomo, bem como a vacinação em massa dos animais (como há anos acontece com a raiva, outra zoonose gravíssima). Também antigos problemas brasileiros como desnutrição e falta de saneamento básico precisam estar no topo das prioridades governamentais.

O certo é que as autoridades sanitárias dos municípios, dos estados e do governo federal precisam agir e investir maciçamente no esclarecimento, educação e conscientização da população, dos tutores de animais e, inclusive, dos médicos humanos e veterinários, visando à prevenção da disseminação da doença.  Há a necessidade de ampliar os estudos para realmente comprovar que animais tratados e mantidos sob controle não representam risco para a população humana; também é necessário  extinguir, definitivamente, métodos primitivos e desumanos de combate à doença, como o extermínio em massa de cães.

(*Dr. Paulo Tabanez – Médico Veterinário, Especialista em Clínica e Cirurgia de Pequenos Animais, Mestre em Imunologia pela Universidade de Brasília e Diretor da Clínica Veterinária Prontovet – Brasília/DF. E-mail – pctabanez@uol.com.br)

março 13, 2011

Síndrome de lambedura em animais domésticos

Estresse, frustração e tédio podem levar os animais a compulsões.

A síndrome de lambedura, ou dermatite por lambedura, ou dermatite psicogênica, são lambeduras excessivas,  provenientes de estresse,  tédio, depressão, e pode acometer cães e gatos, causando feridas que são difíceis de tratar. As causas do estresse e/ou depressão podem ser muitas: chegada de um outro animal, chegada do bebê, viagem ou morte do tutor, falta de exercício, ou pode não haver causa aparente.

Os animais, muitas vezes, ficam sozinhos por  9, 12 horas, à espera de seus tutores,  recebendo cada vez menos atenção e carinho. Assim, os animais, para aliviar a tensão, acabam lambendo, compulsivamente, uma parte do corpo – geralmente as patas.  As bactérias da boca contaminam a lesão, e a infecção se instala.

O animal deve ser examinado por um médico veterinário, que prescreverá tratamento adequado.

E qual é a causa primária desse distúrbio de comportamento?

Quando o homem tirou  animais da Natureza, e trouxe para seu convívio, tornando-os “animais de estimação”, alterou hábitos, fazendo com que deixassem  de viver sua verdadeira biologia, como o convívio com outros indivíduos da mesma espécie, caçar para comer, atividades reprodutivas etc. O contato com o ser humano contribui para que os animais sofram estados patológicos da mente, como angústia, pânico, estresse, depressão, tédio etc., que podem levar a esse tipo de automutilação. Muitas vezes, os animais apresentam distúrbios e transtornos, sem um motivo aparente.

“Como todos os distúrbios comportamentais, as dermatites psicogênicas têm difícil tratamento e podem se tornar recorrentes. Como a causa muitas vezes deve-se ao atual tipo de vida dos tutores, não existe uma forma de prevenir  o distúrbio. O que se aconselha são passeios constantes, deixar sempre disponíveis brinquedos para que os animais se distraiam quando estiverem sozinhos, e dar o máximo de atenção possível a eles.” Além do tratamento do veterinário, o distúrbio obsessivo compulsivo pode ser eficientemente tratado com Florais de Bach, Acupuntura, Homeopatia e Aromaterapia.

Fonte: Internet

março 9, 2011

Verme do Coração ou Dirofilariose

Transmitido através de picadas de mosquitos infectados, essa doença pode levar o seu animal de estimação à morte se não for tratada a tempo. O risco aumenta nos períodos mais quentes e no litoral, onde a incidência da doença é maior pela proliferação de mosquitos transmissores. A dirofilariose é uma zoonose causada por um verme que se desenvolve dentro do coração dos cães, e que pode atingir até 30 cm de comprimento. O parasita é chamado dirofilária, daí o nome da doença que pode ser transmitida aos homens.

A maioria dos cachorros e gatos infectados não apresenta sintomas até que a doença alcance um estágio avançado, o que facilita a transmissão para outros animais e inclusive para o homem.

Os veterinários alertam para os sintomas: tosse seca, respiração entrecortada, emagrecimento e perda do apetite, edemas, cansaço, apatia e barriga d’água. Durante o desenvolvimento da doença os animais podem apresentar febre, sangue na urina, aumento do fígado e aumento de volume do baço, além de coceiras e aparecimento de nódulos cutâneos.

Mas há como prevenir e tratar, a prevenção deve ser feita mensalmente, através de medicamentos que matam os vermes na fase de larva, antes do seu desenvolvimento, ideal para animais que moram em cidades litorâneas ou quanto viajam acompanhando os donos para cidades do litoral.

TRATAMENTO

O melhor tratamento é a prevenção.

Existe tratamento para a dirofilariose, mas o ideal é que se diagnostique a doença antes dos sinais clínicos aparecerem. Para isso, existem exames específicos, procure sempre orientação de um médico veterinário.

DICA

Para casas e áreas externas

A citronela é uma planta aromática que ficou bem conhecida por fornecer matéria-prima (óleo essencial) para a fabricação de repelentes contra mosquitos e borrachudos. Considerado um ótimo repelente.

Há quem pergunte se apenas cultivando a citronela no jardim é possível usufruir do poder repelente da planta. A resposta é sim, mas com uma ressalva: para que o resultado seja positivo, é preciso plantar a citronela no caminho percorrido pelo vento, de forma que leve o aroma até o local de onde desejamos manter os mosquitos afastados.

Uma outra forma de aproveitar o poder repelente da planta é fazer um chá com as folhas da planta e usá-lo para limpar o chão, passar em parapeitos de janelas, etc.

Fonte: Internet

março 1, 2011

Parvovirose

A parvovirose, também conhecida pelo nome de Enterite Canina Parvoviral, é altamente contagiosa e causada por um vírus DNA que pertence à família Parvoviridae. É considerada uma zoonose, pois ataca tanto o homem como o cão, sendo que os sintomas nos humanos se manifestam sob a forma de infecção nas vias aéreas e nos olhos, porém sem gravidade. Já nos cães essa enfermidade geralmente é fatal, com uma taxa de mortalidade ao redor de 80%. Comumente, ataca mais animais jovens do que adultos, pois este último possui imunidade adquirida naturalmente.

As formas de transmissão deste vírus são: via aerógena e através de objetos contaminados. 

Sintomas

Os cães infectados que manifestam a doença, ficam doentes, geralmente, cerca de 7 a 10 dias após a infecção inicial. A doença se estabelece principalmente, no aparelho digestivo, sendo que os sintomas mais característicos são vômito e diarréia fétida e sanguinolenta. Outros sintomas que os cães podem apresentar são: anorexia, letargia e elevação de temperatura que pode chegar a 41°C. Alguns animais podem apresentar tosse, inchaço nos olhos ou conjuntivite.

Outra forma de manifestação da doença é a miocárdica, que pode levar à morte súbita do cão, devido a miocardite (inflamação do músculo do coração) gerada neste caso.

Diagnóstico

Como a parvovirose pode ser confundida com uma gama enorme de enfermidades, é necessário realizar exames laboratoriais, onde são detectados  anticorpos anti-vírus no sangue. É importante ressaltar que um resultado negativo não significa a ausência da doença.

Tratamentos

O tratamento deve ser realizado por um Médico Veterinário através da administração via parenteral e, até mesmo oral, de soluções isotônicas de sais minerais, glicose e vitaminas, auxiliando assim na recuperação do cão, prevenindo sua  desidratação devido aos vômitos e diarréias. Mesmo não surtindo efeito algum sobre o vírus, é feito também o uso de antibióticos para prevenção e combate de infecções secundárias. O tratamento visa dar suporte aos animais, para que estes possam reagir, sendo que o animal que sobrevive a esta doença fica temporariamente imunizado.

Profilaxia

A prevenção da doença é feita basicamente pela administração de vacinas. São aplicadas, preferencialmente, em fêmeas antes da cobertura para que seja assegurada uma boa imunidade aos filhotes, pois são transmitidos anticorpos aos filhotes durante a gestação e, também, durante a amamentação, especialmente pelo colostro. Nos filhotes, a primeira vacina deve ser aplicada 15 dias após o desmame. Consulte sempre um Médico Veterinário.

Fonte: Internet

fevereiro 26, 2011

Complexo Respiratório Viral Felino

As doenças do trato respiratório são muito comuns em medicina felina, e podem ser causadas por bactérias, fungos, vírus ou processos alérgicos. Vamos dar enfoque a doenças provocadas por vírus. Os dois tipos de vírus mais comuns nas doenças respiratórias dos felinos são: o Herpesvirus e o Calicivirus. Ambos provocam sintomas muito semelhantes.

O Herpesvirus causa uma doença chamada rinotraqueíte, conhecida como “a gripe do gato”, pois os sintomas são parecidos com os de uma gripe. Os animais afetados com um destes vírus apresentam espirros, conjuntivite (podendo ou não ter úlceras na córnea), febre, falta de apetite, tosse, lesões na boca (úlceras), pneumonia.

Gatos de qualquer idade podem ser afetados, mas os filhotes são mais susceptíveis e ficam mais debilitados, podendo vir a óbito ou ficar cegos em decorrência das lesões oculares. As úlceras na boca causam dor e impedem o animal de comer, portanto, quanto mais cedo se iniciar o tratamento melhor as chances de recuperação do animal.

A transmissão ocorre através do contato direto entre gatos saudáveis e doentes, e o espirro é a maior fonte de infecção, pois libera partículas virais para uma área de até meio metro. Os animais que se recuperam tornam-se portadores do vírus, podendo apresentar recidivas freqüentes da doença, principalmente após períodos de stress.

Para o controle deve-se manter o ambiente limpo e desinfetado, com densidade populacional baixa e o local onde os animais permanecem deve ser bem ventilado. Os gatos doentes devem ser isolados dos saudáveis. A doença não é transmissível para cães ou pessoas. A vacina é o melhor meio de prevenção contra os dois tipos de vírus, e somente animais saudáveis devem ser vacinados.

É muito difícil diferenciar qual dos dois vírus está afetando o gato, mas o tratamento é o mesmo. O importante é que ele se inicie o mais rápido possível, portanto, assim que você observar seu gato espirrando e/ou com os olhos lacrimejando, leve-o imediatamente ao veterinário.

fonte: internet

 

fevereiro 26, 2011

Síndrome Urológica Felina (SUF)

A Síndrome Urológica Felina (SUF) é uma doença que atinge aproximadamente 1 % dos gatos, mas quando ocorre pode por a vida do animal em risco. Não há preferência por sexo, mas os machos tem uma maior tendência em desenvolver a doença devido ao maior comprimento de suas uretras. Os animais mais atingidos estão numa idade entre 2 e 6 anos, em média.

A causa da doença ainda é discutida, apesar de alguns veterinários acharem que gatos gordos, com pouca atividade física e com alimentação muito seca tem uma maior tendência a desenvolver a SUF.

Os principais sintomas desta síndrome são:

Dor intensa ao urinar, acompanhada de dificuldade ou ausência total de micção; O gato urina com maior frequência, mas em quantidade muito pequena; Presença de sangue na urina; O gato pode urinar em locais dentro de casa, mesmo quando está acostumado a urinar num lugar específico.

É esta mudança de comportamento que geralmente faz o proprietário levar o animal ao veterinário, pois é o que incomoda.

A síndrome urológica felina pode estar associada a uma cistite (inflamação da bexiga), a presença de cálculos, ou qualquer outra infecção bacteriana ou viral do trato urinário.

No entanto, o maior perigo da SUF é quando o animal deixa de urinar. Além do acúmulo de urina na bexiga, podem surgir pequenos cristais, chamados de cálculos na uretra do animal devido a pouca urina que sai. Estes cálculos podem bloquear completamente a passagem e, mesmo que o gato tente, não consegue urinar.

A SUF deve ser tratada rapidamente, cabendo ao veterinário avaliar qual o melhor tratamento para cada caso. Geralmente é essencial que o animal elimine a urina. Para isso o veterinário pode optar por massagear o abdômen do gato na tentativa de estimular a vontade de urinar ou passar uma sonda uretral. A uretra dos gatos é muito estreita e os animais são muito agitados; por isso pode ser necessário anestesiar o gato.

Uma vez eliminada pelo menos parte da urina, segue-se uma hidratação através da administração de soro e receite-se um anitibiótico e/ou antiinflamatório. Em alguns casos o veterinário pode querer internar o gato para que possa verificar seu estado várias vezes por dia. Isso tudo vai depender do quadro de cada animal.

Em casos crônicos em machos é possível realizar uma cirurgia para facilitar a passagem da urina e impedir a formação de cálculo. Mas esta cirurgia pode trazer complicações como incontinência urinária, sangue na urina, além de maior risco de cistites por causas diversas.

Geralmente gatos que sofrem da síndrome urológica felina devem ter sua dieta alimentar alterada. Estas alterações incluem:

Dar ao gato água limpa e trocada várias vezes por dia; Oferecer rações que não tenham acidificantes ou altos índices de Magnésio. Já existem rações específicas com baixos teores de minerais, justamente para gatos com SUF; Ofercer quantidades pequenas de alimento para o gato para que ele não engorde demais.

Além disso, gatos que não tem hábito de se exercitar devem ser encorajados a brincar mais, principalmente com brinquedos próprios para esta espécie.

Animais debilitados, estressados e inativos estão mais sujeitos à Síndrome Urológica Felina, por isso mantenha seu gato sempre saudável.

Fonte: Internet

fevereiro 26, 2011

Gripe Canina (Traqueobronquite Infecciosa Canina)

A traqueobronquite infecciosa canina é uma doença infecto-contagiosa que acomete cães de todas as idades mais frequente em épocas frias ou em períodos com oscilações bruscas de temperatura.

A traquobronquite infecciosa canina é uma síndrome respiratória aguda causada por vários agentes (vírus e bactérias), mas que apresenta um único sintoma comum: a tosse.

Considera-se o contato com outros animais doentes o principal fator de suscetibilidade dos cães a contrair a traqueobronquite infecciosa. Desse modo, cães com acesso à rua (mesmo que acompanhados), animais que frequentam banho-e-tosa e hotéis (áreas com maior densidade de animais) são considerados mais suscetíveis a adquirir a doença.

Os animais infectados apresentam uma tosse alta e estridente, normalmente sem a presença de secreção nasal ou catarro. Os sintomas podem surgir de modo repentino, e muitas pessoas podem se confundir, pensando que seu animal está “engasgado”. Isso porque alguns cães tossem tanto que chegam mesmo a regurgitar alimento após as crises, dando a impressão de que está tentando eliminar algo preso na garganta.

A transmissão ocorre de animal para animal, pelo contato direto com indivíduos doentes ou portadores da doença. Curiosamente, alguns animais podem não apresentar sintomas da doença, mas, ainda assim, transmitir a infecção para outros animais.

Os animais normalmente apresentam-se em estado geral, e a tosse, na maioria das vezes, tem resolução espontânea, sem maiores complicações para o cão. Porém existem aqueles animais que podem desenvolver quadros graves de pneumonia, o que requer tratamento adequado pelo MÉDICO VETERINÁRIO.

Antibióticos, antitussígenos e tratamento de suporte podem, eventualmente, ser necessários.

A vacinação é uma forma eficaz de proteger seu animal dos sintomas da doença. As vacinas presentes no mercado não impedem que os animais se infectem – mesmo porque não há vacina que proteja contra todos os possíveis agentes causadores da traqueobronquite infecciosa, mas seu uso minimiza os sintomas da doença e permite aos animais uma recuperação mais rápida.

Recomenda-se que animais considerados suscetíveis (com acesso à rua ou áreas com alta densidade de animais) recebam a vacinação anualmente.

Para uma melhor avaliação da necessidade de seu animal ser imunizado contra a traqueobronquite infecciosa, consulte seu MÉDICO VETERINÁRIO.

Fonte: Merial