Archive for março, 2011

março 15, 2011

Aposentada recebe cão que pode ser o desaparecido em voo no RS

Cachorro parecido com ‘Pinpoo’ foi encontrado em Alvorada, na segunda (14). Tutora quer fazer exame de DNA para confirmar identidade do animal.

Foto de Pinpoo (arquivo pessoal)

Depois de um telefonema de um funcionário do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, a aposentada Nair Flores, 64 anos, teve renovada a esperança de encontrar o seu cão “Pinpoo“. Um cachorro muito parecido com ele foi encontrado na segunda-feira (14), em Alvorada (RS).

“Pinpoo” teria fugido antes de embarcar no voo que iria de Porto Alegre (RS) para o Espírito Santo, em 2 de março.

“Um cão foi encontrado por uma pessoa em Alvorada (RS), na rua, e foi levado ao aeroporto. Eles então me ligaram e fui ver o cachorro. Ele é idêntico ao meu Pinpoo, não rejeita meus carinhos, mas também não me reconhece”, afirma Nair ao G1.

Com muitos ferimentos, o cão encontrado em Alvorada foi levado a uma clínica em Porto Alegre, onde recebe atendimento. “Ele está em estado lamentável, muito machucado. Não me reconheceu e fugiu do banho, o que é estranho porque ele pedia para tomar dois banhos por dia. São coisas que ele não poderia esquecer em poucos dias. Mesmo assim tenho esperança que seja ele porque é igualzinho. Até a cortadinha que dou no pelo acima dos olhos, para não prejudicar a visão, é igual”, diz a tutora.

Segundo a aposentada, a idade dos animais também coincide. “Pelas unhas e pela dentição os médicos afirmam que esse cão tem cerca de 11 meses, como o Pinpoo. E o peso também é o mesmo registrado quando iríamos embarcar”, afirma.

Nair, que na ocasião do embarque pagou R$ 684 mais a caixa pelo serviço de transporte do animal à empresa Gol, registrou um boletim de ocorrência sobre o sumiço do animal. Segundo informações da Gol, ‘Pinpoo’ passou por todos os procedimentos previstos pela legislação, mas no trajeto para o avião forçou a grade da embalagem que o transportava e fugiu para a área restrita do Aeroporto Salgado Filho.

Fonte: http://www.anda.jor.br/2011/03/15/aposentada-recebe-cao-que-pode-ser-o-desaparecido-em-voo-no-rs/


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março 13, 2011

Verdades e mentiras sobre a leishmaniose canina

A leishmaniose criou e ainda cria um enorme pavor em pessoas mal informadas, por isso, acredito que a informação verdadeira é a maior arma contra a doença e a favor dos milhares de animais que são sacrificados cotidianamente nos Centros de Controle de Zoonoses no Brasil.

A intenção deste artigo é proporcionar ao leitor essa informação verdadeira. Além da análise de textos acadêmicos, documentos jurídicos, textos em veículos de mídias diversas; também foi realizada uma entrevista com o veterinário Dr. Paulo Tabanez*, para esclarecimento de dúvidas.

A leishmaniose tem vários mitos, o maior deles é colocar os cães infectados como os grandes ou, muitas vezes, os únicos responsáveis pela disseminação da doença.

Todavia, o maior problema da doença são as questões socioeconômicas mal resolvidas, desafios diários que o Brasil precisa vencer. Se não houver saneamento básico e alimentação adequada para todos os brasileiros, a leishmaniose ainda terá campo de atuação, e não é justo os animais pagarem o preço.

Controlar a leishmaniose implica em acabar com a pobreza do país. Dar qualidade de vida para a população, com alimentação de qualidade para todos os brasileiros, acabando com a desnutrição; consequentemente, ninguém será um alvo fácil para a doença.

O absurdo maior é a proibição de tratamento para os animais! Entretanto, por meio da via jurídica já é possível conseguir este feito, pois várias ONGs de proteção animal têm conseguido o direito de tratar os animais por meio de ações na justiça, portanto, o tratamento não é crime, e sim direito do cidadão!

O tratamento para leishmaniose, tanto humana quanto canina, apresenta algumas similaridades. Segundo entrevista com o Veterinário Dr. Paulo Tabanez, as similaridades são as seguintes:

• Cura clínica (o humano ou o cão não apresentam sinais da doença).

• Cura epidemiológica (o humano ou o cão não são mais transmissores da doença, porém o cão é mais suscetível e, portanto, pode ter muitas recaídas).

• Não apresenta cura parasitológica (o parasita ficará para sempre tanto no organismo do homem quanto no do cão).

Introdução

A leishmaniose é uma doença infecciosa, porém, não contagiosa, causada por parasitas do gênero Leishmania. Os parasitas vivem e se multiplicam no interior das células que fazem parte do sistema de defesa do indivíduo, chamadas macrófagos. Há dois tipos de leishmaniose: leishmaniose tegumentar ou cutânea e leishmaniose visceral ou calazar. A leishmaniose tegumentar caracteriza-se por feridas na pele que se localizam com maior frequência nas partes descobertas do corpo.

Tardiamente, podem surgir feridas nas mucosas do nariz, da boca e da garganta. Essa forma de leishmaniose é conhecida como “ferida brava”; não exige o sacrifício de animais infectados pela doença. A leishmaniose visceral é uma doença sistêmica, pois acomete vários órgãos internos, principalmente o fígado, o baço e a medula óssea. Esse tipo de leishmaniose acomete essencialmente crianças de até dez anos; após esta idade, se torna menos frequente. É uma doença de evolução longa, podendo durar alguns meses ou até ultrapassar o período de um ano.

Transmissão

A leishmaniose é transmitida por insetos hematófagos (que se alimentam de sangue) conhecidos como flebótomos ou flebotomíneos. Seus nomes variam de acordo com a localidade; os mais comuns são: mosquito-palha, tatuquira, birigui, cangalinha, asa branca, asa dura e palhinha. O mosquito-palha ou asa branca é mais encontrado em lugares úmidos, escuros, onde existem muitas plantas.

É o inseto que transmite a doença de um animal para outro. É uma doença que afeta principalmente cães, mas também animais silvestres, gambá ou saruê, e urbanos como ratos, gatos e humanos (principalmente crianças com desnutrição, idosos imunossuprimidos e, atualmente, pessoas com AIDS).

Não se pega leishmaniose de cães e outros animais, apenas pela picada do inseto que estiver infectado.

O cão é apenas mais um hospedeiro da leishmaniose visceral. É também o mais estudado e injustiçado, já que mesmo que todos os cães do mundo deixassem de existir, a leishmaniose visceral continuaria a crescer, como inclusive ocorre nas cidades onde há matança indiscriminada de cães como “forma de combate à doença”.

Sintomas

Os sintomas são variáveis. O cão pode apresentar emagrecimento, perda de pelos, gânglios inchados, fraqueza, feridas, crescimento exagerado das unhas, lesão de pele ulcerada, blefarite e anemia. Também há sintomas nos órgãos internos, como crescimento do fígado e outras alterações. Entretanto, esses sintomas são comuns em outras doenças bem menos graves; assim, se seu cão apresentar esses sintomas não quer dizer que o mesmo está com leishmaniose. O diagnóstico preciso só pode ser feito por um médico veterinário, que combinará exames de sangue com exames clínicos. O teste sorológico feito pelo governo como forma de triagem não deve ser encarado como diagnóstico e, portanto, não justifica a eutanásia dos animais. O diagnóstico é complexo e necessita de maior investigação.

Prevenção

O verdadeiro transmissor da doença – o mosquito-palha – gosta de lugares com matéria orgânica, então sempre mantenha quintal e canis limpos e telados. Esse inseto é de hábito noturno, portanto coloque seus cães para dormir em lugares telados e use coleiras e/ou líquidos repelentes para ajudar na proteção.

O efeito da coleira é repelente, justamente para evitar a picada do inseto; a coleira é uma importante arma contra a doença.

Além disso, existe vacina para leishmaniose. Ela previne que 80 a 95% dos cães se infectem com leishmania pela picada do inseto.

Na verdade, a vacina contra a leishmaniose pode apresentar um efeito bloqueador de transmissão, capaz de interromper o ciclo epidemiológico, isto é, torna o animal não transmissor da doença.

A vacina tem cobertura  de mais de 90% – afirmam os especialistas – e não é possível confundir infectados com vacinados. Mas pela produção ainda reduzida, os preços são inviáveis para boa parte dos tutores de cães.

A vacina já está disponível em vários lugares do país. Hoje se tem no mercado a Leishmune, da Fort Dodge, que é aquela que vários veterinários não preconizam porque dizem que não diferenciarão os infectados dos vacinados (mentira ou desinformação), e a Leishtec, da Hertape Calier, que a propaganda é justamente alicerçada em não reações vacinais e cruzada em sorologias.

Existe uma boa parcela da classe veterinária que ainda não conhece o tratamento e a prevenção da leishmaniose, entretanto, a falta de conhecimento deles não pode impedir o público de tratar de seus cães. Procure veterinários especializados em infectologia.

No entanto, o que é preciso ter-se claro é que tanto os humanos como os animais infectados, mesmo tratados, serão portadores do parasita o restante de suas vidas e deverão ser mantidos sob rígido controle. Os cães deverão ter contínuo acompanhamento de médico veterinário, com a realização de exames laboratoriais periódicos, para verificar se o animal realmente mantém-se não infectante e saudável.

Cenário no Brasil

Tratamento

O tratamento não é forma de controle e é uma das alternativas menos preconizadas para tal. Controle é feito com coleira para prevenir o inseto, repelentes no animal e no ambiente, limpeza do ambiente para evitar material orgânico, evitar passeios nos horários de crepúsculo, telar os canis, vacinação. Tratamento é uma forma de controle individual, mesmo porque ocorrem recidivas mais frequentes no cão. Eutanásia é a última forma de controle e, de fato, a menos eficiente.  Prova disso é que a política brasileira de prevenção da doença, por meio da eutanásia de milhares de cães, não proporcionou nos últimos 50 anos nenhuma mudança no controle da doença.

Entretanto, se já houver um animal infectado em sua casa, não entre em desespero! O tratamento, a vacinação e a utilização de repelentes em cão infectado com leishmaniose não o tornam um risco para sua família ou vizinhos; como já foi dito, pode levar à cura clínica (sem sintomas da doença) e à cura epidemiológica (não transmissor da doença).

Infelizmente, no Brasil ainda temos que conviver cotidianamente com a supremacia da raça humana às outras espécies. Em 2008 foi oficializada uma portaria do Ministério da Saúde e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento dizendo que não é crime tratar um cão contaminado por leishmaniose, o que é crime é usar remédios humanos para o tratamento. O deprimente sobre essa portaria é que esse Ministério está farto de saber que não existem, no Brasil, remédios veterinários para o tratamento da doença. Portanto, a recomendação (ordem) do Ministério da Saúde é sacrificar todos os animais contaminados.

Esse posicionamento, junto com as ações de agentes de saúde, em regiões endêmicas, vem gerando grande abandono de cães, e algumas pessoas até mesmo levam seus animais para outras cidades, para salvá-los ou mesmo para deixá-los entregues à própria sorte, o que pode disseminar ainda mais a doença.

Para realizar a eutanásia em milhares de cães, o governo utiliza argumentos sem estudos comprobatórios, dizendo que um cão infectado por leishmaniose é um perigo para a sociedade. Vamos aos fatos reais:

• O Brasil é o único país do mundo que indica ou preconiza a eutanásia, pois em outros lugares do mundo onde existe a incidência de leishmaniose as pessoas podem, ou não, eutanasiar seus animais;

• O tratamento da leishmaniose existe tanto para pessoas como para animais, entretanto, é mais fácil exterminar um animal do que tratá-lo, isso segundo a concepção dominante, que acredita que a única espécie importante é a raça humana;

• A Organização Mundial da Saúde, apesar de apoiar a insanidade cometida pelo Brasil, também recomenda tratamento para alguns casos e também já se manifestou publicamente que o sacrifício de animais doentes não é a melhor saída para o controle de zoonoses – como é o caso da Raiva, na Indonésia -; então possui um posicionamento totalmente contraditório;

• Existem estudos já comprovados que mostram que um animal infectado em tratamento pode se tornar não transmissor da doença para o inseto (cura epidemiológica);

• Existem resultados errados, chamados de falso positivo e falso negativo (ou seja, o cão saudável pode ser morto ou tratado indevidamente e o cão doente pode ficar sem tratamento). Esses exames não diferenciam a leishmaniose tegumentar da visceral (e no Brasil não é indicado a eutanásia de cães com leishmaniose tegumentar).

Os exames podem dar positivo caso o cão tenha outras doenças, como erlichiose, babesiose etc. Os melhores exames, no momento, para o diagnóstico da leishmaniose visceral em cães são a citologia de medula óssea e/ou linfonodos (chamada de “PAAF”) e a PCR de medula óssea. O exame de imunohistoquímica de pele é eficiente para acompanhar se há parasitas na pele. Ele pode ser aplicado a qualquer tecido, linfonodo, medula, fígado, baço, pele, entre outros, para aumentar a sensibilidade do teste principalmente naqueles assintomáticos ou com parasitemia baixa. O diagnóstico da leishmaniose é complexo e necessita de prova e contraprova.

• Os gastos empregados na realização da captura, exames e eutanásia poderiam ser direcionados para a formação de uma equipe capacitada para o combate ao mosquito, com campanhas direcionadas à população, como é feito com o mosquito da dengue. E lembrando mais uma vez: não é apenas o cão que pode ser infectado pela leishmania, o homem e os ratos no meio urbano também são. É mais racional e inteligente combater o mosquito ou exterminar todos os cães, os ratos e os humanos infectados pela doença como forma de controle?

• Outro fato de extrema importância foi uma Ação Civil Pública impetrada por uma organização protetora de animais em Mato Grosso do Sul, em que a mesma conseguiu autorização para o tratamento de cães com leishmaniose, portanto, já existe jurisprudência no Brasil permitindo o tratamento. O Ministério Público Federal de Mato Grosso do Sul também recomendou aos Ministérios que revoguem a portaria que não permite o tratamento, com medicação humana, de cães infectados; portanto, TRATAR CACHORRO COM LEISHMANIOSE NÃO É CRIME!

• Outro fato jurídico: muitos doutrinadores da área do direito defendem a tese que os médicos veterinários particulares sequer seriam obrigados a cumprir a determinação da portaria interministerial, porque este instrumento deve ser cumprido somente por servidores subordinados ao órgão que o expediu.

CCZ na sua casa

Você não é obrigado, de forma alguma, a entregar seu animal aos fiscais da saúde pública. Seu cão é sua responsabilidade. Nem mesmo um delegado de polícia pode ir a sua casa e exigir que você entregue seu animal. Para sua informação, um delegado ou um policial só podem entrar na sua casa com um mandado judicial ou com sua autorização. Se alguém (delegado ou fiscal da Saúde) te constranger, não deixe de anotar o nome da pessoa para formular uma ocorrência policial por abuso de autoridade e/ou constrangimento ilegal.

Cenário exterior

Na Europa, principalmente nos países do mediterrâneo, a incidência de leishmaniose é alta, entretanto, nos países europeus eles lidam com a doença de forma completamente oposta do Brasil. Eles não negam tratamento para nenhum animal infectado; inclusive lá existe até ração específica para cães com leishmaniose.

A grande diferença entre Europa e Brasil, ponto analisado em conversa com o Dr. Tabanez, é a pobreza e a desigualdade social brasileira, pois na Europa não existem grandes problemas alimentares ou de desnutrição, portanto quase não existem pessoas infectadas ou em risco de infecção.

Conclusões

Muitos avanços ocorreram na habilidade de diagnóstico da doença, entretanto, é necessário combater de forma mais efetiva o vetor (flebótomo ou mosquito-palha) e, sobretudo, trabalhar pela prevenção, incluindo-se aí o uso da coleira repelente do flebótomo, bem como a vacinação em massa dos animais (como há anos acontece com a raiva, outra zoonose gravíssima). Também antigos problemas brasileiros como desnutrição e falta de saneamento básico precisam estar no topo das prioridades governamentais.

O certo é que as autoridades sanitárias dos municípios, dos estados e do governo federal precisam agir e investir maciçamente no esclarecimento, educação e conscientização da população, dos tutores de animais e, inclusive, dos médicos humanos e veterinários, visando à prevenção da disseminação da doença.  Há a necessidade de ampliar os estudos para realmente comprovar que animais tratados e mantidos sob controle não representam risco para a população humana; também é necessário  extinguir, definitivamente, métodos primitivos e desumanos de combate à doença, como o extermínio em massa de cães.

(*Dr. Paulo Tabanez – Médico Veterinário, Especialista em Clínica e Cirurgia de Pequenos Animais, Mestre em Imunologia pela Universidade de Brasília e Diretor da Clínica Veterinária Prontovet – Brasília/DF. E-mail – pctabanez@uol.com.br)

março 13, 2011

Síndrome de lambedura em animais domésticos

Estresse, frustração e tédio podem levar os animais a compulsões.

A síndrome de lambedura, ou dermatite por lambedura, ou dermatite psicogênica, são lambeduras excessivas,  provenientes de estresse,  tédio, depressão, e pode acometer cães e gatos, causando feridas que são difíceis de tratar. As causas do estresse e/ou depressão podem ser muitas: chegada de um outro animal, chegada do bebê, viagem ou morte do tutor, falta de exercício, ou pode não haver causa aparente.

Os animais, muitas vezes, ficam sozinhos por  9, 12 horas, à espera de seus tutores,  recebendo cada vez menos atenção e carinho. Assim, os animais, para aliviar a tensão, acabam lambendo, compulsivamente, uma parte do corpo – geralmente as patas.  As bactérias da boca contaminam a lesão, e a infecção se instala.

O animal deve ser examinado por um médico veterinário, que prescreverá tratamento adequado.

E qual é a causa primária desse distúrbio de comportamento?

Quando o homem tirou  animais da Natureza, e trouxe para seu convívio, tornando-os “animais de estimação”, alterou hábitos, fazendo com que deixassem  de viver sua verdadeira biologia, como o convívio com outros indivíduos da mesma espécie, caçar para comer, atividades reprodutivas etc. O contato com o ser humano contribui para que os animais sofram estados patológicos da mente, como angústia, pânico, estresse, depressão, tédio etc., que podem levar a esse tipo de automutilação. Muitas vezes, os animais apresentam distúrbios e transtornos, sem um motivo aparente.

“Como todos os distúrbios comportamentais, as dermatites psicogênicas têm difícil tratamento e podem se tornar recorrentes. Como a causa muitas vezes deve-se ao atual tipo de vida dos tutores, não existe uma forma de prevenir  o distúrbio. O que se aconselha são passeios constantes, deixar sempre disponíveis brinquedos para que os animais se distraiam quando estiverem sozinhos, e dar o máximo de atenção possível a eles.” Além do tratamento do veterinário, o distúrbio obsessivo compulsivo pode ser eficientemente tratado com Florais de Bach, Acupuntura, Homeopatia e Aromaterapia.

Fonte: Internet

março 13, 2011

Cão igual ao Pinpoo foi encontrado em Porto Alegre (RS)

12 de março de 2011

A aposentada Nair Flores, 64 anos, amanheceu convicta de que a peregrinação atrás do companheiro perdido havia chegado ao fim. Há dez dias, não consegue dormir com tranquilidade pela falta de notícias de Pinpoo. Tudo começou quando o cachorro de dez meses sumiu no Aeroporto Internacional Salgado Filho antes do embarque em um avião da empresa Gol. Na noite de sexta-feira, recebeu a informação de que alguém teria avistado o mascote em uma casa do bairro Navegantes, zona norte da Capital.

Pinpoo, de 10 meses, supostamente fugiu do embarque – Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

Desde então, Dona Nair não sossegou. Como quebrou a perna na terça-feira enquanto acompanhava as buscas ao cão nas proximidades do aeroporto, pediu para o tio Euclides Motta Paz, 81 anos, passar em frente à residência que teria abrigado o cão na manhã de sábado. Paz achou o bicho familiar, mas não tinha certeza de que se tratava de Pinpoo. A aposentada decidiu conferir pessoalmente. Antes mesmo de chegar ao local, já tinha certeza de ter encontrado seu filhote.

— Vem Pinpoo, vem com a mamãe — gritava Nair, ainda dentro do táxi, com a porta entreaberta.

O cachorro não mostrou entusiasmo com o encontro. Nair pouco se importou. Largou as muletas, se ajoelhou no chão e acariciava o cão — cópia fiel do desaparecido.

O pelo tom caramelo, o nariz marrom, os olhos cor de mel, as orelhas, o comprimento, a altura, o formato das patas. Tudo exatamente igual ao bicho procurado. Para Nair, só faltava um elemento: empolgação por parte do cão, que aceitava as carícias com indiferença.

O desejo de que a busca tivesse chegado ao fim impedia Nair de assimilar uma informação fundamental. Zoé Miranda, 62 anos, que abrigou o cachorro confundido com Pinpoo, repetia que “Peludo” havia sido acolhido há mais de três meses. O tio também tentava demover Nair:

— Eles são idênticos, eu também acho. Mas, se ele ronda a região há um tempão, não pode ser o Pinpoo.

Zoé deixou claro que sentiria muita saudade se o cachorro que ela cuidava há meses se fosse, mas entendia o sentimento de Nair.

— Se ela é a tutora, não posso impedir que leve o que é dela. Mas vou sentir muita falta, não posso negar. Cuido dele com todo amor. Aqui em casa os cachorros comem antes que os tutores — disse Zoé.

Por quase 40 minutos, um impasse foi travado no coração de Nair. Queria levar o cachorro com ela para ver se ele retomaria hábitos antigos. Chegou a supor que foi ressentimento o motivo para ter sido ignorada pelo cachorro.

— Não tem como não ser o Pinpoo. A única diferença é o pelo tosado, mas eles estão dizendo que cortaram mesmo. Tenho medo de ir embora e ser ele. Pode ser que esteja com estresse pós-traumático por tudo o que passou na rua e achando que eu o abandonei — lamentou Nair.

Cabisbaixa, a aposentada retomou o táxi em que chegou. Se convenceu de que, apesar do desejo, aquele não era Pinpoo.

— Temos outras pistas. Sei que vamos encontrá-lo. Espero que seja rápido. Dentro de mim sinto como se tivessem sequestrado o meu filho. Estou há muito tempo sem notícias.

Fonte: Zero Hora

março 12, 2011

Ajuda para cuidar de 60 animais abandonados

Criamos uma forma de receber doações de forma segura, é só clicar no link abaixo!!!!

Participe da minha vaquinha!

viaAjuda para cuidar de 60 animais abandonados.

 

Toda ajuda que recebermos é de extrema importância e tudo será revertido ao trabalho do Projeto.

 

Agradecemos o apoio que temos recebido.

março 12, 2011

Testemunha diz ter visto funcionários enxotar cão perdido em aeroporto no RS

12 de março de 2011

Uma nova testemunha pôs luz ao caso do cão desaparecido no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre (RS). Um comerciante de 37 anos diz ter visto Pinpoo, o cachorro mestiço da aposentada Nair Flores, de 64 anos, ser enxotado por funcionários da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) da pista de pouso.

“Eu estava no segundo andar, à espera de um amigo que chegaria de viagem, e pela janela panorâmica vi o animal saindo da área de carga. Eles sapateavam para tirar o animal de perto, não vi nenhum tentando agarrá-lo”, contou Félix Antunes, ao jornal Zero Hora.

Pinpoo está desaparecido desde o dia 2 deste mês, quando deveria ter sido embarcado para o Espírito Santo. Em nota, a empresa Gol afirmou que o cão forçou a grade da embalagem que o transportava e fugiu para a área restrita do aeroporto.

Fonte: Estadão

março 12, 2011

Carta ao Ser Humano

março 12, 2011

Cão desaparecido no RS fugiu antes de embarque em aeroporto, diz aérea

‘Pinpoo’ é a mistura das raças pincher e poodle (Foto: Arquivo Pessoal)

O cachorro ‘Pinpoo’, desaparecido desde o último dia 2 de março, teria fugido antes de embarcar no voo que iria de Porto Alegre (RS) para o Espírito Santo. A dona do cão, a aposentada Nair Flores, de 64 anos, que pagou R$ 684 mais a caixa pelo serviço de transporte do cão à empresa Gol, registrou um boletim de ocorrência sobre o sumiço do animal.

Segundo informações da Gol, ‘Pinpoo’ passou por todos os procedimentos previstos pela legislação, mas no trajeto para o avião forçou a grade da embalagem que o transportava e fugiu para a área restrita do Aeroporto Salgado Filho.

“Foi feita a checagem de toda a documentação necessária e das condições de lacre da caixa de transporte. Observou-se que tudo estava em ordem. Somente após a emissão de documento endossado pela estatal (Infraero) é que a carga viva fez o trajeto para o avião, conforme determinam as práticas do setor. A Gol apurou com seus colaboradores locais que foi depois desse momento que o cão forçou a grade da embalagem que o transportava e fugiu para a área restrita do aeroporto”, informou a empresa por meio de nota.

Ainda segundo a Gol, desde então, a empresa realiza buscas pelo cachorro e tem prestado “toda a assistência” para a dona do cão. A empresa ressalta ainda que desde 2001, quando deu início as operações de transporte de carga viva, nenhum caso de animal extraviado foi registrado no aeroporto de Porto Alegre.

Para Nair, a sensação é de um filho sequestrado. “Não acredito que ele esteja no aeroporto. Ou morreu ou foi roubado. Ele é bem amistoso, gosta de colo. É um cão caseiro, não sabe viver sozinho. Alguém pode ter levado.”

‘Pinpoo’ mescla as raças pincher e poodle, por isso tem este nome, e fará 11 meses neste mês. O animal foi doado a Nair pela filha, para substituir o cão que ela perdeu em janeiro. A aposentada pretende acionar a Justiça, caso não encontre o bicho.

Confira a íntegra da nota da Gol:

“A GOL esclarece que, em todas as etapas do processo de transporte do animal em questão, cumpriu com rigor não apenas seus procedimentos e controles internos, mas a legislação vigente. O acondicionamento da carga viva, que pelo regulamento é de responsabilidade da cliente, foi inspecionado tanto a Gollog como pela Infraero, que autoriza o trânsito de cargas entre o terminal e a aeronave. Ambas verificaram que o contêiner obedecia as especificações de segurança e conforto previstas.

A companhia destaca que essa vistoria pela autoridade aeroportuária, bastante rígida e criteriosa, inclui a checagem de toda a documentação necessária e das condições de lacre da caixa de transporte. Novamente, observou-se que tudo estava em ordem. Somente após a emissão de documento endossado pela estatal é que a carga viva fez o trajeto para o avião, conforme determinam as práticas do setor. A GOL apurou com seus colaboradores locais que foi depois desse momento que o cão forçou a grade da embalagem que o transportava e fugiu para a área restrita do aeroporto.

A empresa ressalta que, desde então, mobilizou-se em todas as frentes para tomar as providências cabíveis: iniciou os contatos com a cliente, mantendo-a informada a todo o momento sobre a situação, e um trabalho de busca ininterrupto. Ciente de suas responsabilidades, a GOL tem prestado toda a assistência possível à dona do cão: distribuiu fotografias do animal pela vizinhança do aeroporto, acionou empresas instaladas na região e obteve o apoio da própria Infraero nos esforços de busca. A estatal colaborou, por exemplo, destacando uma bióloga e uma veterinária para auxiliar nessa ação conjunta. A GOL também transportou a cliente gratuitamente de Vitória para Porto Alegre. Na capital gaúcha, tem oferecido traslado entre sua casa e o aeroporto, para que possa, se assim desejar e na hora em que preferir, participar dos esforços para localizar seu animal de estimação.

A GOL sensibiliza-se pelo desconforto por que passa a dona do cão e desdobra-se para garantir um desfecho feliz ao ocorrido. A companhia julga importante destacar que, desde o início das operações da Gollog em Porto Alegre, em fevereiro de 2001, nunca registrou um único caso de animal extraviado no aeroporto da cidade. A unidade transporta uma média de 30 cargas vivas todo mês a partir do terminal gaúcho.
Atenciosamente,
GOL Linhas Aéreas Inteligentes”

Fonte: Agência de Notícias Jornal Floripa

março 12, 2011

BICHON FRISÉ

“Quem tem um Bichon Frisé sabe que, por baixo daquele monte de pêlos fofinhos, existe um cachorrinho divertido e esperto”, diz a criadora Marise Fontes, do Bright Canil, de Brasília (DF). Segundo ela, é fácil conviver com a raça que considera charmosa, vivaz, alegre, gentil e inteligente. “São também muito brincalhões e afetivos, além de fáceis de serem treinados, e não são agressivos”, continua.

Essas qualidades, de acordo com Marise, fazem do Bichon uma excelente companhia para crianças e outros cachorros. No entanto, ela avisa que é preciso um pouco de cuidado com crianças muito pequenas, pois eles tendem a reagir quando muito importunados.

Como a maioria das raças pequenas, adapta-se muito bem a apartamentos, mas necessita de algum exercício, que não deve ultrapassar 15 minutos diários.

Uma queixa comum de donos que possuem o Bichon e trabalham fora o dia todo: normalmente, eles recebem reclamações dos vizinhos por excesso de barulho ou encontram a casa toda desarrumada ou com móveis roídos quando voltam no final do dia.

Marise diz que os Bichons parecem ter uma noção de limpeza e auto-estima muito grande. Vários donos afirmam que seus cachorros parecem orgulhosos depois de penteados e tosados no corte típico da raça. Também costuma ser fácil seu adestramento, principalmente para a hora do xixi e coco no lugar certo.

Confundido muitas vezes com um Poodle, o Bichon é resultado do cruzamento dessa raça com o maltês. Sua altura varia de 20 a 30 centímetros. O pelo é macio e encaracolado, sendo que para os adultos, o ideal na hora da tosa, é que a pelagem tenha de 7 a 10 centímetros de altura.

CUIDADOS BÁSICOS

Como a maioria das raças pequenas, adapta-se muito bem a apartamentos, mas necessita de passeios. É comum também reclamações dos vizinhos por causa do barulho. Não deixá-lo muito exposto ao sol, para não manchar a pelagem branca, e tosa especializada são recomendáveis. Apesar de serem considerados hipoalergênicos, eles próprios são propensos a alergias. Entre os problemas de saúde mais comuns estão os dentários, luxações, problemas de ligamento, bexiga e pedra nos rins. As orelhas devem ser limpas semanalmente, para evitar otites. Sua média de vida é de 12 anos. As causas mais apontadas de morte são câncer (22%), causas desconhecidas (14%), hematológicas (11%) e idade avançada (10%).

Porte: Pequeno
Origem: França

Curiosidade

O Bichon Frisé é uma boa companhia para longos passeios ou até para corridas curtas. Caso eles façam exercícios diários, tornam-se bastante ativos dentro de casa.

História

Os primeiros relatos da raça datam do século XII, nos quais pequenos cães brancos de pêlo longo eram dados como presente na Europa. O Bichon se tornou muito popular na Espanha, onde era conhecido como Teneriffe, e na França. Na corte do rei francês Henrique III, recebiam tratamento privilegiado, a partir do qual teria originado o termo “bichonner”, que significa “enfeitar”. Os maiores criadores da raça no mundo são a Bélgica, a França e os Estados Unidos.

Fonte: Internet

março 12, 2011

BERNESE MOUNTAIN DOG

As regiões montanhosas da Suíça exigem um cão rústico e forte como o Bernese Mountain. Este cão, também conhecido como “boiadeiro montanhês de Berna”, chega a medir de 58 a 70 centímetros de altura e pesar entre 30 a 60 quilos. A pelagem típica é tricolor: preta, ferrugem ou marrom e branca. Resistente, mas de textura suave, protege dos ventos gelados e da neve da região de origem.

O crânio é plano e o focinho forte e reto. Os olhos, castanhos escuros e amendoados, dão uma expressão de lealdade. O corpo é compacto e o peito é amplo.

Afetuoso, leal, inteligente e obediente, o Bernese tem temperamento amoroso e não responde bem a tratamento violento. Por causa de seu tamanho, precisa de bastante espaço e exercícios diários, mas não muito intensos, como puxar crianças em carrinhos ou acompanhar seus donos em uma caminhada.

CUIDADOS BÁSICOS

Por causa de seu tamanho, precisa de bastante espaço e exercícios diários. Escovação regular para manter os pêlos brilhantes. As orelhas também precisam ser limpas regularmente. Estudos demonstram que esta raça não tem longevidade. Sua média de vida é de sete a oito anos. A causa principal de morte é câncer. Há ainda ocorrências de artrite, displasia do quadril e problemas de ligamento.

Porte: Grande
Origem: Suíça

Curiosidade

O Bernese foi introduzido na Suíça pelas legiões romanas, durante o primeiro século antes de Cristo.

História

O Bernese surgiu de cruzamentos entre cães guardiões e cães de trabalho, originários do cantão de Berna, na Suíça. É uma raça que desfruta de muita popularidade fora de seu país de origem.

Fonte: Internet