Archive for fevereiro, 2011

fevereiro 26, 2011

Mallena

Todo cão sonha em ser feliz, brincar correr… ter um lar

Eu tive um lar… sou fêmea, um bebê ainda branca e preta, me deram um lar, onde pude ter água comida, corrente e vassouradas. Isso mesmo a corrente ficava presa no alto e eu mal podia entrar na casinha, o comprimento não dava nem para fazer xixi longe da comida, então eu tinha que fazer minhas necessidades ao lado dos meus pratos, não havia outra forma, mas eu segurava o máximo que podia mas tinha que fazer…

Ai acabava pisando em tudo e sujando tudo e nesse instante já sabia o que ia acontecer… eu ia ser castigada.

Quando minha dona vinha, ela me batia com a vassoura e dizia que eu era imprestável, até que um dia ela machucou meu focinho com a vassoura, e nesse dia choveu muito, eu estava crescendo e não podia mais entrar completamente na casa.

A corrente não permitia, tomei muita chuva…

Até que duas boas senhoras me viram nessa situação e souberam que a minha dona não me queria mais.

Então veio uma moça e me levou para outra casa, ganhei uma bola, um nome, uma casa onde não apanhava nem ficava presa…

Nem pude acreditar, achei que estava no paraíso… mas dia a dia fui vendo que era real

Minha casa, minhas pessoas, Mallena era meu nome, e eu era feliz.

O passado ficou esquecido, mudamos de casa e eu ganhei uma casa maior, namorei e tive oito bebes lindos.

Uma das minhas filhas ficou comigo… que bom!

Mudamos novamente e ganhei mais espaço e mais irmãs.

Vivi 13 anos de uma vida feliz sei que fui muito amada…

Fui para o céu dos cães com essa idade,tive insuficiência cárdio- respiratória,mas quero dizer que não queria ir embora por tanto amor que eu dava e recebia, elas tentaram tudo mas Papai do Céu quem determinou minha hora.

Sei que posso dizer que amor se paga com amor.

Pois o amor me curou e me deu nova vida…

Essa na foto sou eu!!!!!!!!!!!!!!!!

Violeta

(Recebido por email)

fevereiro 26, 2011

Complexo Respiratório Viral Felino

As doenças do trato respiratório são muito comuns em medicina felina, e podem ser causadas por bactérias, fungos, vírus ou processos alérgicos. Vamos dar enfoque a doenças provocadas por vírus. Os dois tipos de vírus mais comuns nas doenças respiratórias dos felinos são: o Herpesvirus e o Calicivirus. Ambos provocam sintomas muito semelhantes.

O Herpesvirus causa uma doença chamada rinotraqueíte, conhecida como “a gripe do gato”, pois os sintomas são parecidos com os de uma gripe. Os animais afetados com um destes vírus apresentam espirros, conjuntivite (podendo ou não ter úlceras na córnea), febre, falta de apetite, tosse, lesões na boca (úlceras), pneumonia.

Gatos de qualquer idade podem ser afetados, mas os filhotes são mais susceptíveis e ficam mais debilitados, podendo vir a óbito ou ficar cegos em decorrência das lesões oculares. As úlceras na boca causam dor e impedem o animal de comer, portanto, quanto mais cedo se iniciar o tratamento melhor as chances de recuperação do animal.

A transmissão ocorre através do contato direto entre gatos saudáveis e doentes, e o espirro é a maior fonte de infecção, pois libera partículas virais para uma área de até meio metro. Os animais que se recuperam tornam-se portadores do vírus, podendo apresentar recidivas freqüentes da doença, principalmente após períodos de stress.

Para o controle deve-se manter o ambiente limpo e desinfetado, com densidade populacional baixa e o local onde os animais permanecem deve ser bem ventilado. Os gatos doentes devem ser isolados dos saudáveis. A doença não é transmissível para cães ou pessoas. A vacina é o melhor meio de prevenção contra os dois tipos de vírus, e somente animais saudáveis devem ser vacinados.

É muito difícil diferenciar qual dos dois vírus está afetando o gato, mas o tratamento é o mesmo. O importante é que ele se inicie o mais rápido possível, portanto, assim que você observar seu gato espirrando e/ou com os olhos lacrimejando, leve-o imediatamente ao veterinário.

fonte: internet

 

fevereiro 26, 2011

Síndrome Urológica Felina (SUF)

A Síndrome Urológica Felina (SUF) é uma doença que atinge aproximadamente 1 % dos gatos, mas quando ocorre pode por a vida do animal em risco. Não há preferência por sexo, mas os machos tem uma maior tendência em desenvolver a doença devido ao maior comprimento de suas uretras. Os animais mais atingidos estão numa idade entre 2 e 6 anos, em média.

A causa da doença ainda é discutida, apesar de alguns veterinários acharem que gatos gordos, com pouca atividade física e com alimentação muito seca tem uma maior tendência a desenvolver a SUF.

Os principais sintomas desta síndrome são:

Dor intensa ao urinar, acompanhada de dificuldade ou ausência total de micção; O gato urina com maior frequência, mas em quantidade muito pequena; Presença de sangue na urina; O gato pode urinar em locais dentro de casa, mesmo quando está acostumado a urinar num lugar específico.

É esta mudança de comportamento que geralmente faz o proprietário levar o animal ao veterinário, pois é o que incomoda.

A síndrome urológica felina pode estar associada a uma cistite (inflamação da bexiga), a presença de cálculos, ou qualquer outra infecção bacteriana ou viral do trato urinário.

No entanto, o maior perigo da SUF é quando o animal deixa de urinar. Além do acúmulo de urina na bexiga, podem surgir pequenos cristais, chamados de cálculos na uretra do animal devido a pouca urina que sai. Estes cálculos podem bloquear completamente a passagem e, mesmo que o gato tente, não consegue urinar.

A SUF deve ser tratada rapidamente, cabendo ao veterinário avaliar qual o melhor tratamento para cada caso. Geralmente é essencial que o animal elimine a urina. Para isso o veterinário pode optar por massagear o abdômen do gato na tentativa de estimular a vontade de urinar ou passar uma sonda uretral. A uretra dos gatos é muito estreita e os animais são muito agitados; por isso pode ser necessário anestesiar o gato.

Uma vez eliminada pelo menos parte da urina, segue-se uma hidratação através da administração de soro e receite-se um anitibiótico e/ou antiinflamatório. Em alguns casos o veterinário pode querer internar o gato para que possa verificar seu estado várias vezes por dia. Isso tudo vai depender do quadro de cada animal.

Em casos crônicos em machos é possível realizar uma cirurgia para facilitar a passagem da urina e impedir a formação de cálculo. Mas esta cirurgia pode trazer complicações como incontinência urinária, sangue na urina, além de maior risco de cistites por causas diversas.

Geralmente gatos que sofrem da síndrome urológica felina devem ter sua dieta alimentar alterada. Estas alterações incluem:

Dar ao gato água limpa e trocada várias vezes por dia; Oferecer rações que não tenham acidificantes ou altos índices de Magnésio. Já existem rações específicas com baixos teores de minerais, justamente para gatos com SUF; Ofercer quantidades pequenas de alimento para o gato para que ele não engorde demais.

Além disso, gatos que não tem hábito de se exercitar devem ser encorajados a brincar mais, principalmente com brinquedos próprios para esta espécie.

Animais debilitados, estressados e inativos estão mais sujeitos à Síndrome Urológica Felina, por isso mantenha seu gato sempre saudável.

Fonte: Internet

fevereiro 26, 2011

Gripe Canina (Traqueobronquite Infecciosa Canina)

A traqueobronquite infecciosa canina é uma doença infecto-contagiosa que acomete cães de todas as idades mais frequente em épocas frias ou em períodos com oscilações bruscas de temperatura.

A traquobronquite infecciosa canina é uma síndrome respiratória aguda causada por vários agentes (vírus e bactérias), mas que apresenta um único sintoma comum: a tosse.

Considera-se o contato com outros animais doentes o principal fator de suscetibilidade dos cães a contrair a traqueobronquite infecciosa. Desse modo, cães com acesso à rua (mesmo que acompanhados), animais que frequentam banho-e-tosa e hotéis (áreas com maior densidade de animais) são considerados mais suscetíveis a adquirir a doença.

Os animais infectados apresentam uma tosse alta e estridente, normalmente sem a presença de secreção nasal ou catarro. Os sintomas podem surgir de modo repentino, e muitas pessoas podem se confundir, pensando que seu animal está “engasgado”. Isso porque alguns cães tossem tanto que chegam mesmo a regurgitar alimento após as crises, dando a impressão de que está tentando eliminar algo preso na garganta.

A transmissão ocorre de animal para animal, pelo contato direto com indivíduos doentes ou portadores da doença. Curiosamente, alguns animais podem não apresentar sintomas da doença, mas, ainda assim, transmitir a infecção para outros animais.

Os animais normalmente apresentam-se em estado geral, e a tosse, na maioria das vezes, tem resolução espontânea, sem maiores complicações para o cão. Porém existem aqueles animais que podem desenvolver quadros graves de pneumonia, o que requer tratamento adequado pelo MÉDICO VETERINÁRIO.

Antibióticos, antitussígenos e tratamento de suporte podem, eventualmente, ser necessários.

A vacinação é uma forma eficaz de proteger seu animal dos sintomas da doença. As vacinas presentes no mercado não impedem que os animais se infectem – mesmo porque não há vacina que proteja contra todos os possíveis agentes causadores da traqueobronquite infecciosa, mas seu uso minimiza os sintomas da doença e permite aos animais uma recuperação mais rápida.

Recomenda-se que animais considerados suscetíveis (com acesso à rua ou áreas com alta densidade de animais) recebam a vacinação anualmente.

Para uma melhor avaliação da necessidade de seu animal ser imunizado contra a traqueobronquite infecciosa, consulte seu MÉDICO VETERINÁRIO.

Fonte: Merial

fevereiro 26, 2011

Cinomose Canina

A cinomose canina é uma doença viral, que frequentemente leva à morte cães filhotes e adultos.

A prevenção é a melhor arma contra este mal.

Infelizmente, apenas 1 em cada 5 cães é vacinado contra a cinomose (dados da indústria) anualmente no Brasil.

– Os cãezinhos já podem ser vacinados a partir de 6 semanas de vida, mas esta indicação deve ser feita pelo MÉDICO VETERINÁRIO.

– Normalmente, os filhotes de cães recebem pelo menos 3 doses da vacina nestra primeira fase da vida (processo conhecido como primo vacinação).

– Os animais são submetidos a um exame clínico pelo MÉDICO VETERINÁRIO a cada vez que forem vacinados, com o objetivo de determinar se estão em condições de saúde de receber a vacina.

– Animais doentes, subnutridos ou parasitados devem ser tratados antes de receber a vacina.

– É recomendado que os filhotes  permaneçam protegidos, longe da rua e do contato com animais de histórico vacinal desconhecido, ou mesmo não vacinados.

– Um animal deve ser revacinado anualmente.

– A vacina contra raiva, por exemplo, deve ser reaplicada todos os anos. Outras vacinas disponíveis podem ser aplicadas anualmente de acordo com a necessidade de seu animal.

Consulte sempre seu Médico Veterinário, ele é a melhor pessoa para determinar o protocolo de vacinação ideal para seu animal.

 

Fonte: Merial

fevereiro 23, 2011

Adote um gatinho!!!!!

Esses gatinhos precisam de um lar, quem tiver interesse, por favor entre em contato com a gente no email projetoanjosdebigode@gmail.com, esses são apenas alguns, temos mais 40 filhotinhos esperando por uma família que os amem e cuidem deles.

fevereiro 23, 2011

Bicheiras ou Miíases

Recebem o nome acima as doenças causadas pela invasão do tecido cutâneo por larvas de insetos dípteros, e em particular pelos chamados dípteros miodários; Conforme a biologia desses insetos, as respectivas afeções que causam são de duas categorias:
1 – BIONTÓFAGAS – Larvas que invadem os tecidos sãos, não necrosados, inclusive a pele íntegra São essas larvas chamadas de biontófagas, pois se desenvolvem a custa do tecido vivo, e por conseguinte, podendo comprometer o estado geral do homem ou do animal por elas parasitado. São essas larvas parasitas obrigatórias. Neste grupo estão agrupadas as seguintes espécies de insetos: Callitroga americana, Dermatobia hominis e Oestrus ovis.

2 – NECROBIONTÓFAGAS – Larvas que invadem exclusivamente tecidos já afetados por necrose de outras causas .Estas nutrem-se exclusivamente de tecido morto e porisso classificadas como necrobiontófagas; Algumas delas não são prejudiciais, pois limpam as feridas do material necrosado; Neste grupo estão as moscas do gênero Lucilia, que já foram inclusive utilizadas como meio terapêutico nos primórdios da medicina.

Raríssimamente iniciam uma miíase, e com certa freqüência são encontradas como saprófagas de feridas ou cavidades infestadas por outras espécies do grupo anterior. As principais larvas deste grupo,pertencem aos seguintes gêneros de moscas: Sarcophaga, Lucilia, Phaenicia, Calliphora, Musca, Mucina e Fannia.

Sob o ponto de vista médico, no Brasil, as miíases podem ser:

1 – Cutâneas – Miíases Furunculosas, produzidas pela Dermatobia homininis e pela Callitroga americana; Lesões parecidas à de furúnculos, daí o nome acima: Furunculosa.

2 – Cavitárias –
a) Miíases das feridas – Callitroga macellaria;
b) Nasomiíases – Miíases na região do nariz;
c) Otomiíases – Localização na região dos ouvidos:
d) Oculomiíases – Localizadas na região orbital;
e) Cistomiíases – De localização na bexiga;
f) Miíases intestinais – Quando sua localização é nos intestinos.

As miíases causadas por larvas de moscas necrobiontófagas (que se desenvolvem unicamente em carne pútrida ou em tecidos orgânicos fermentáveis) tornam-se pseudoparasitas de lesões ou tecidos doentes; Determinam o que se denomina miíases secundárias, por ser necessária a presença de material necrosado da ferida ou cavidade, para seu desenvolvimento.

Nas ulcerações, os danos em geral carecem de importância, pois as larvas se limitam a devovar os tecidos necrosados (mortos), não invadindo as partes sadias, e por conseguinte não ocasionando hemorragias. Estas foram já em passado recente utilizadas na “limpeza” de feridas, porque alimentando-se do tecido necrosado que existe em toda ferida, aceleravam e facilitavam o processo de cicatrização.

Cabe ser observado que nas regiões onde ocorre a Leishmaniose cutânea, como na região amazônica, principalmente no Território Indígena dos Ianomâmis, são observados com muita freqüência as naso-miíases, que nada mais são que miíases secundárias de larvas de moscas necrobiontófagas, que se instalam na região do nariz, nas lesões causadas primariamente pela Leishmania tegumentar.

As Miíases intestinais são sem sombra de dúvida, causadas pela ingestão de ovos ou larvas, por meio de bebidas ou alimentos por esses ovos ou vermes contaminados, e suas conseqüências carecem em geral de gravidade, produzindo algumas vezes apenas náuseas, vômitos e diarréia. Não obstante, a intensidade desses sintomas dependem da sensibilidade do próprio enfermo, e do número de larvas ingeridas. Segundo alguns autores, as larvas de moscas são resistentes à ação de certas substâncias, inclusive à ação dos sucos digestivos, podendo viver durante algum tempo no tubo digestivo.

Para o tratamento das bicheiras, quando as mesmas são superficiais (cutâneas), basta aplicação local de qualquer substância que seja ativa contra os insetos em geral, e concomitantemente não seja tóxica ao hospedei-ro, para que as larvas ou morram ou simplesmente sejam expulsas do local onde se encontram, e a cicatrização subsequente do ferimento leve a bom termo a cura da enfermidade.

Quando se dá o caso de serem as bicheiras cavitárias, como é o caso das gasterofiloses eqüinas, seu diagnóstico pelas técnicas coprológicas usuais não é possível, a não ser quando encontradas larvas íntegras no bolo fecal desses hospedeiros, o que pode ocorrer porém de forma fortuita, e portan-to o simples exame de fezes com resultado negativo não descarta sua ocorrência. A presença de ovos íntegros ou as larvas desses ovos já eclodidas, aderentes aos pêlos dos membros anteriores e nos espaços intermandibulares, é indicativo do parasitismo pelos gasterophilus.

Durante muito tempo, os únicos tratamentos conhecidos para o combate à gasterofilose eqüina, foi com a utilização de bissulfeto de carbono administrado oralmente e contido em cápsulas de gelatina.Devido sua toxidez, caso administrado sem a devida técnica, muitas vezes causava a morte do animal hospedeiro quando do seu tratamento com essa substância farmacêutica.

Com a descoberta das substâncias organo-fosforadas, os produtos sintéticos triclorfon e diclorvos, mostraram-se eficazes contra todos os estágios da fase larval desses insetos. O primeiro deles tem sido o produto mais utilizado em nosso meio, isola-damente ou em associação, sob a forma de pasta, com benzimidazoles. Sen-do pequena a margem de segurança, no que diz respeito a dose desses produ-tos, que tem sua dose terapêutica fixada em 35/40 mg por quilo de peso vivo do animal, deve tal dose ser fixada e criteriosamente observada quando do tratamento, sob pena de resultados desastrosos, inclusive com possível morte do animal.

Em fins dos anos 70, foram desenvolvidos novos fármacos, obtidos da fermentação de um fungo: (Streptomyces avermitilis), isolado do solo, no Japão. Uma dessas avermectinas, denominada de B1, apresentou ação anti-parasitária contra todas as fases larvárias desses Gasterophilus, tanto nos ecto quanto endoparasitas.

Recentemente, o anti-helmíntico salicilanilídico closantel, utilizado geralmente associado aos benimidazoles, sob a forma de pasta, mos-trou-se também eficaz como gasterofilicida, inclusive impedindo reinfestações dos eqüinos até cerca de dois meses após o tratamento.

As miíases ocorrendo em praticamente todo território brasileiro devido nossas condições climáticas predominantemente tropicais e equatoriais que muito favorecem o desenvolvimento dos insetos em geral, possibilitam sua multiplicação em ritmo acelerado, e com isso concomitante aparecimentos de bicheiras em nossos rebanhos, quer bovinos, suínos, eqüinos, ovinos ou caprinos.

As perdas decorrentes dessas miasses se traduzem principalmente por menor rendimento dos rebanhos explorados, quer na produção de leite, quer na produção de carne e seus subprodutos como o couro, este último muito depreciado pela bicheira.

CONSULTE SEMPRE UM MÉDICO VETERINÁRIO

Fonte: Internet

fevereiro 21, 2011

Leishmaniose visceral canina: um alerta para São Paulo.

A LVC é uma zoonose, isto é, uma doença que se transmite do animal para o ser humano, da mesma maneira que a raiva, a leptospirose….

No caso da leishmaniose, a transmissão é feita através da picada do mosquito conhecido com palha ou birigui. Na cidade de São Paulo, ainda não há oficialmente nenhum caso registrado tanto no cão como no homem. Mas, esta doença que antes era característica de áreas rurais,  com freqüência no nordeste, avança a passos largos pelo país,  inclusive pelo sudeste e especialmente em São Paulo. A LVC já chegou na grande São Paulo,  cidades de Cotia e Taboão da Serra já têm casos e a vacinação é permitida.

A preocupação é maior devido ao rápido desmatamento, abertura de estradas (como o rodoanel), e a movimentação, de cães de viajam com  seus donos para outras localidades onde esta doença é endêmica (interior de SP, Araçatuba e região oeste do estado- fronteira com MT).

Lembrar que o cão pode ser assintomático, o que é mais preocupante, pois mesmo assim ele é o reservatório da leishmania (um protozoário) e transmite para o mosquito que por sua vez  infecta o homem.

O s principais sintomas e que são notados pelo ppto são os dermatológicos: feridas que não cicatrizam, feridas no focinho, alopecia (falta de pelo em determinadas regiões),  especialmente  periorbital, e nas orelhas. O animal apresenta-se sem apetite e  magro.

O importante é que animais que apresentem estes sintomas e/ou freqüentes regiões endêmicas, sejam levados ao veterinário para exames, pois a LVC é fatal tanto para o cão quanto para o homem. O importante é ficarmos atentos e evitar  que a nossa região torne-se endêmica e para zelarmos pela vida de nossos cães, uma vez que animais soro positivo (que estejam infectados), são por lei eutanasiados.  A nossa legislação ainda não permite o tratamento de animais,  o que na Europa é rotina  na saúde pública.

CONSULTE SEMPRE UM MÉDICO VETERINÁRIO

Projeto Anjos de Bigode

fevereiro 18, 2011

Por que gosto de gatos?

Por que gosto de gatos? Pelo mesmo motivo por que gosto de cachorros, de gente, de plantas… Porque são seres vivos e podem ser encantadores! Como também podem ser insuportáveis! E a gente tem de aprender a lidar com eles. E aprender a lidar com uns e outros é o que faz a vida ter sentido. Às vezes não dá pra lidar e a gente tem de desistir e procurar não sofrer. Isso no geral, em relação a qualquer ser vivo. Na verdade, os gatos que tenho, eu os herdei. A filha, já moça, pegou uma gatinha, jurou que ia cuidar, mas acordava tarde, a gatinha, claro, me elegeu. No primeiro cio não conseguimos segurá-la, vieram os quatro gatinhhos, cada um mais lindo que o outro. A primeira que nasceu, Alice, veio grande, tão grande que tive de ajudar no parto. Algumas horas depois, já refeita de todo o esforço despendido, a mãe trouxe-a na boca e a depositou sobre meus pés enquanto eu falava no telefone, como quem dizia: — Esta é sua! Gestos assim nos fazem cair de paixão! Na época desses nascimentos, havia aqui em casa uma gatinha de uma amiga que morava conosco, foi ela quem fez tudo, lambeu os filhotes até limpá-los totalmente, um por um, comeu a placenta, ajudou a dar de mamar, e seu filhote de dois meses, chamado Modêsu, de tanto que as pessoas diziam Mo Dêsu! que coisa mais linda!, foi quem lhes ensinou boas maneiras, o caminho do pipicat e coisas do gênero! Diante de tanta generosidade, como não se apaixonar? Muitas são as histórias daquele tempo. Vou contar uma: os gatinhos já corriam soltos pelo quintal e eram colocados pra dentro de casa quando escurecia. Não encontrei Alice, procuramos pra todo lado! Então notamos que a Bê ficava quietinha num determinado lugar, onde havia um cano para saída de água do quintal. Prestamos atenção e escutamos o miadinho dela lá longe, aflita. Tinha entrado pelo cano e não conseguia voltar, não havia espaço para se virar. Foi uma aflição só! O caseiro, um cara maravilhoso que tínhamos aqui e que dizia não curtir os gatos, quase morreu de aflição, foi quebrando o cimento à procura das caixas d’água, até encontrá-la na última, já do outro lado da casa, toda molhada e imunda! Minha filha, toda trêmula, correu com ela para o banheiro e lhe deu um banho na pia, enxugou-a bem enxugadinha, colocou-a no meu colo e saiu para encontrar amigos e dançar. Menos de meia hora depois já estava de volta, com as pernas ainda trêmulas como podia dançar forró? Um dia o caseiro se casou, tempos depois minha empregada que estava conosco há treze anos também precisou ir.

Meu trabalho, que tudo tinha me dado, casa, carro, etc, mudou. Nunca mais tive um daqueles trabalhos enormes que costumava ter, desfiz equipe, passei a trabalhar sozinha. Aí, a filha foi morar na França, onde já estava a outra filha menor, e cá fiquei eu com quatro cachorros, dois enormes, e sete gatos: Bê, a mãe, Alice, Caleb, Canela, Clarinha e Modêsu. E Tica. Que um dia pulou aqui para comer, brava, esparramando gato e cachorro pra todo lado, correndo atrás do rabo, dilacerando-o e me fazendo correr a toda hora para o veterinário para fazer curativo! (A mãe de Modêsu e sua dona já tinham encontrado casa.) Foi, e tem sido, realmente um grande aprendizado. Tive de cortar o rabo da Tica, depois de tentar todo tipo de tratamento, alopático, homeopático. Hoje, quando fica brava, mas de uma braveza bem mais mansa, senta-se nas patinhas de trás e com a pata dianteira direita tenta bater no cotó do rabo! Quer chamar minha atenção. Às vezes nem ligo, outras digo: rabinho feio! e ela se acalma. Outras fico brava também e ela acha seu rumo! Deve ter sofrido muito antes de me escolher, minha brava e doce Tica! Essa que não nasceu aqui é a paixão maior, é quem dorme na minha cama, quem se levanta de noite para ir comigo fazer xixi e se embaraça nos meus pés enquanto tento caminhar, é quem fica comigo no banheiro enquanto tomo banho — e só pede pra sair quando a sauna está demais! — é quem trabalha comigo, sempre quietinha, sem me atrapalhar, parece que sabe que preciso de silêncio enquanto trabalho. Permite que todos fiquem à minha volta enquanto vejo TV, assim que desligo, expulsa todos! Dormir comigo, só ela! Cada um deles é especial. Caleb, o único macho, é de uma doçura incrível. E tem horror a remédio. Como tem um pouco de alergia ao sol, preciso passar hipoglós ou protetor solar nas pontinhas das orelhas dele e ele odeia! Então, quando o grude tá demais, ou estou sem tempo, digo “vamo passá um memédio na lelelha?” e ele sai correndo. Alice é a mais linda e independente. De vez em quando sente falta do meu braço esquerdo — só gosta de se deitar no braço esquerdo —, então se aconchega e não gosta que eu fique me mexendo.  Clarinha, a mais selvagem, não entra dentro de casa, só na garagem, para comer. Ou quando foguetes estouram e trovões e raios ameçam destruir o mundo! Mora na floreira que fica acima dos portões da casa. É a única que caça. De vez em quando encontro um pobre passarinho sacrificado. E convida vários amigos da redondeza para comer às minhas custas! Canela, que já morreu faz três anos, era a mais faladeira, contava muitos casos, toda manhã. Uma vez sumiu junto com a gatinha da vizinha, por 12 dias! Chegou cheia de histórias! Não gostava muito dos irmãos, preferia as duas cachorras menores, era com elas que dormia. Muitas vezes encontrei-a dormindo em cima da Tutu, a viralata, outra criatura santa, que até socorre os gatinhos quando eles passam mal. É minha única cachorra agora. Tem 13 anos. Os gatinhos, 14, recém-feitos. Todos os gatos reconhecem meu carro assim que ele aponta na rua, sabem na casa de que amiga aqui da rua estou e me esperam na saída, são meus gatos de guarda.  Você pergunta pelas vantagens de se ter um gato! Quer mais vantagem do que essa de ser tão amada? Os cuidados? Gatos requerem bem menos cuidados que cachorros. Basta deixar ração e água fresquinha. Uma janela aberta e muita liberdade. De vez em quando, é verdade, principalmente quando chove e dá uma preguiça de ir lá fora… um xixi escapole na escada ou em algum canto da casa e aí… haja paciência e produtos para conseguir tirar o cheirinho! Coisas da vida, né? Fazer o quê? Ninguém é perfeito!
Maria C. Tavares
(recebido via email)

fevereiro 18, 2011

Cantinho da História

Nós apaixonados por animais, com certeza temos muitas histórias para contar, alegres ou tristes, mas com certeza cheia de emoções fortes.

Estaremos recebendo essas histórias através de nosso email: projetoanjosdebigode@gmail.com, toda semana estaremos selecionando uma história e publicaremos no nosso blog, ao término do ano, selecionaremos as melhores histórias e publicaremos um livro. Quero lembrar a todos que enviarem as histórias que coloquem no final, se querem o nome ou o nick publicado.

Gostaríamos de agradecer a Elza C. Freitas, pelo apoio, pelas idéias, que nos auxilia e muito no nosso Projeto, sei que estamos no começo de tudo, que temos muitos caminhos pela frente, mas pessoas como essa é que nos dá incentivo a continuar acreditando cada vez mais no nosso Projeto.